Pequenas Igrejas, Grandes Negócios é um jogo de RPG da editora Daemon, que critica o comportamento de alguns líderes religiosos da igreja evangélica. Nesse jogo só é salvo, ou ganha, quem tiver a reputação menos manchada no dia do arrebatamento. Neste game os jogadores assumem o papel de líderes religiosos e começam a disputar entre si quem ganha mais dinheiro e quem consegue destruir a reputação de outros líderes mais rápido. Para derrotar os adversários é preciso acusá-los de lavagem de dinheiro e vendas de falsos produtos milagrosos de cura, como sabonetes ungidos. 

Qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência.

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O idealizador do jogo, Marcelo Del Debbio, afirma que a inspiração para a criação do jogo foi baseada em fatos da vida real. O objetivo do jogo não é criticar a #Religião cristã, mas sim os líderes religiosos que estão usando o evangelho pregado no cristianismo para enriquecer. No jogo também há críticas contra o judaísmo e umbanda, com seus líderes que usam as práticas religiosas para ganhar dinheiro.

Essas práticas criticadas no jogo têm grande inspiração nas igrejas de denominações neopentecostais, aquelas com líderes famosos que possuem canais de televisão que pregam a teologia da prosperidade, onde é necessário ofertar e dizimar com o propósito de constranger a Deus a resolver seus problemas financeiros. Para maior arrecadação de dinheiro, os pastores criam produtos como restauração de virgindade, purificação espiritual, entre outras coisas, com intuito de lucrar com a boa fé das pessoas.

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Com isso, alguns líderes das igrejas de denominações tradicionais, que não adotam práticas de venda de produtos gospel, estão se sentindo envergonhados, pois também são evangélicos, mas não concordam com a arrecadação de dinheiro com a venda falsos produtos milagrosos. 

Um líder religioso da igreja tradicional ainda informou que esse jogo pode fazer com que as pessoas reflitam sobre o assunto. Disse também que sente vergonha pela forma como alguns colegas têm administrado seu ministério, pois o jogo retrata bem a realidade de muitos pastores evangélicos, e disse ainda que não se sentiu atacado, pois são práticas da igreja neopentecostal. A reflexão é: será que isso também não existe nas igrejas tradicionais? Eles também têm suas maneiras de arrecadar dinheiro para manter a grande empresa em que os templos têm se transformado. E você, o que acha?