Falar de mártires é um momento oportuno no Brasil. A TV está mostrando a história de Tiradentes, o “Mártir da Inconfidência”. Todos a olham com a curiosidade do desconhecimento. Quem foi Tiradentes na verdade? Joaquim José da Silva Xavier viveu na pele o sofrimento da política nos idos de 1.700. Sua personalidade e postura o levaram ao enforcamento. Morreu por um Brasil melhor.

E quantos morrem por um país melhor todos os dias no Brasil? A realidade é simples. Somos os maiores produtores de mártires do mundo. Dias atrás um senhor morreu “num Pronto Socorro” depois de esperar por mais de três horas pelo atendimento. Foi ali, na cara de enfermeiros, médicos e demais atendentes.

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Esta morte foi numa das cidades mais modernas do país, em Maringá, no Paraná, e quantas vezes não acontecem, de uma outra forma também por dia, em outros lugares deste Brasil. E assim os anos vão passando e a mesma história vem ocorrendo desde antes da época de Tiradentes. O Brasil é sim um país produtores de mártires, muitos quase que invisíveis, apesar de também terem nomes simples, Joaquins, José, Silvas.

São eles e nós as vítimas de um sistema de saúde que não funciona, marginalizado e estropiado por governos insensatos, “propineiros” e corruptos. Talvez a ideia do SUS até funcione no papel, mas na prática é um verdadeiro desastre. O irritante é que o problema só é visível na hora da dor, quando algum poderoso está lá próximo de algum balcão de atendimento médico do #Governo.

Um homem ficar na sala de espera em estado grave, sentado numa cadeira e morrer ali, ao lado do socorro, é, sem dúvida nenhuma, o atestado de óbito do sistema de saúde do país.

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Não vamos entrar no mérito da questão do atendimento em si, do trabalho dos socorristas que ali estavam, podemos pular esta parte, ou então avalia-la como falta de humanidade mesmo.

Num país igual ao Brasil, a partir de uma certa faixa etária, passamos a fazer perguntas para nós mesmos o dia inteiro. As respostas em nosso âmago nunca chegam a um lugar comum. Falta governo, e o triste que isso vem bem antes do primeiro que aprendemos a chamar de mártir, o Tiradentes, que felizmente para a história não é um Joaquim, um José ou um Silva qualquer.    #Crise #Doença