O título acima foi a legenda utilizada pela revista Veja à época do desaparecimento de Ulysses Guimarães para a capa da edição que tratava do respectivo acontecimento. A frase 'por quem os sinos dobram?' remete algo fúnebre, algo moribundo; ocorrido imutável e irreversível. Assim está o Brasil que o PMDB do presidente da Constituinte assume, sinta-se à vontade para julgar se indevidamente ou não.

Pois eis que nos encontramos num momento em que os problemas são imutáveis, e quase, quase irreversíveis. Imutáveis por que não teremos um Brasil justo, sem corrupção e mazelas do dia para a noite, pode colocar séculos para que cheguemos aos pés da igualdade.

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Quase, quase irreversíveis por que por mais que se saiba que se tem muito a fazer, muito pouco se faz, e as ruas não reclamam. Não, não as julguemos: se reclamarem, serão espancadas e abatidas pela polícia e semelhantes. As ruas são tratadas como depósito de um lixo que deve ser varrido. Acontece que esse lixo é mais limpo do que as próprias vassouras: é a própria dignidade de um povo que num ato desprendido e generoso sai a lutar pelo que acredita. polarizado ou não, o povo que sai a rua sempre quer mudanças. E para mudanças acontecerem é necessário diálogo. Mas o diálogo é travado  seja pelo ódio de política-torcida, seja pelo governante que reprime (sim, Geraldo Alckmin). Mas Churchill já dizia que otimistas veem dificuldades em cada oportunidade. Quem sabe as manifestações acalouradas de senso comum de hoje amanhã não desaguem numa participação politica maior e, somada a uma geração consciente, que em nada descende de regimes autoritários, realize o sonho de mudar esse país?

Tudo é possível.

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Voltemos às Olimpíadas que vem aí e, consequentemente, a cidade que a sediará. Não houve um #Nãovaiterolimpiadas como  o fatídico #Nãovaitercopa. Pois ela ocorrerá, estejamos ou não falidos e mal pagos. Entretanto, no futuro não recordaremos dela como algo que mudou a vida dos brasileiros, que marcou, que fez bem a um sem número de pessoas. Como a Copa, cujos estádios de primeiro mundo não marcam a história do evento, parece que sequer ocorreu. O Rio continuará violento, estagnado, com futuro resumido à frase "Deus que tome de conta". 

Nosso Brasil varonil continuará sem progresso. A ordem é desnecessária, pois a ordem apregoada é do autoritarismo, intolerância e puro preconceito. Daqui a dez anos os grandes festejos de agosto se resumirão numa pequena e solitária foto nos livros de história dos nonos anos do ensino Fundamental. É por nós que os sinos dobram. Por nosso futuro imprevisível e tresloucado, que parece ser genético ou uma profunda e horrenda maldição. #Opinião #Rio2016 #Crise-de-governo