Dois fenômenos referentes à nações e a cidadãos estão acontecendo simultaneamente, e mesmo que distantes geograficamente, os seus caminhos acabaram se cruzando no âmbito político, econômico e social. De um lado a maior migração humana oriunda principalmente dos países do Oriente Médio, desde o término da 2.ª Guerra Mundial. Do outro lado, a defesa de alguns políticos brasileiros pela cassação ou impeachment da presidente Dilma Roussef, que teve 54 milhões de votos nas urnas. 

Há problemas para serem resolvidos, tais como a absorção dos #Refugiados em uma nova ordem mundial ao julgamento do que aconteceu com Rousseff, se é golpe de Estado ou busca por um Brasil de fato menos corrupto e com mais igualdade social.

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Fato é, que os 2 acontecimentos passam a ter vasos comunicantes que fundem ambos os acontecimentos

Eugênio Aragão, anterior ministro da Justiça queria que o país recebesse dividendos do exterior para que assim, abrigasse 100 mil refugiados. Mas observadores dessa negociação disseram à imprensa internacional que, Alexandre de Moraes, o atual ministro de Justiça do governo interino Michel Temer, suspendeu a negociação que vinha sendo feita e comunicou a decisão aos diplomatas e assessores envolvidos no tema. 

A alegação para o bloqueio da vinda de novos refugiados ao país é que as seguranças das fronteiras precisam melhorar, mas vale frisar de que isso precisa ser feito há décadas, desde o tempo da ditadura militar no Brasil. 

A Alemanha, por exemplo, acolheu mais de 1 milhão de refugiados em 2015.

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Em março deste ano, Eugênio Aragão foi até o embaixador da Alemanha no Brasil, afirmando que o país poderia auxiliar no equilíbrio da migração, recebendo aproximadamente 100 mil refugiados durante os 5 anos que viriam, decisão essa que tinha a benção de #Dilma Rousseff, pois se trata de uma questão humanitária. 

A Acnur, agência da ONU para refugiados, considerou a atitude do governo brasileiro um exemplo frente à atitude de algumas nações que reagiram de forma contrária à entrada de refugiados em suas terras. Grécia, Itália e Hungria estão com um número de imigrantes além do que podem suportar e falam para que outras nações ajudem a receber essas pessoas. 

O Ministério da Justiça brasileiro, do governo interino, ainda não deu um retorno concreto acerca do assunto, mas alega no mínimo de forma questionável, que o governo de Dilma “não havia estabelecido nenhum programa ou projeto nesse sentido, nem previsto tampouco qualquer previsão orçamentária". 

Tanto houve uma desistência do Brasil em receber os refugiados no governo de Temer, que na última semana o assunto foi tirado de pauta de reunião entre os apoiadores do interino, inclusive foi veiculado um e-mail que ratifica a nova isenção dos políticos brasileiros sobre a questão dos direitos humanos frente à composição do atual Congresso, reiterou a própria secretária de Temer. 

A coordenadora de relações internacionais da ONG Conectas, Camila Asano, frisou que o Brasil já era uma referência internacional pela forma com que tratava o assunto, mas atualmente Temer confronta o tema como algo militar e "as fronteiras também são espaços onde as pessoas passam, e a imigração é um direito humano.

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Uma política de securitização intensa pode violar direitos humanos e sobretudo os direitos de imigrantes", disse Asano. 

A ironia disso tudo é que o Brasil é um país multirracial, onde os estrangeiros sempre foram bem acolhidos, inclusive os pais libaneses de Michel Temer que chegaram na década de 1920 por aqui. #Relações Exteriores