Criada pela agência Fuego, a nova campanha da loja Prata & Arte, de Curitiba, aposta nas diferenças para promover seus produtos, focando nas vendas do Dia dos Namorados. Aproveitando a data, a marca aborda, com sensibilidade, as “cores do amor” sem preconceitos sobre idade, gênero e orientações sexuais.

Para a agência, adotar uma linha mais ética significa fugir do óbvio, adotado por grande parte das marcas, além de, com isso, poder garantir mais destaque à intensidade das relações. O diretor de criação da Fuego, Ricardo Schrappe, explica que a linha criativa minimalista e direta da loja representa as diversas formatações de casais.

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“Buscamos trazer alguma mensagem extra para as campanhas de Prata & Arte”, afirma.

Esta “mensagem extra”, a que se refere Schrappe, levanta a discussão sobre o papel da propaganda na mitigação de preconceitos ainda vividos pela sociedade. “A gente acredita nisso, na quebra dessas barreiras, no uso da mídia como forma de tornar a sociedade um pouco melhor”, comenta Ricardo.

Para Ricardo, “todos aqueles que veiculam mensagens na mídia de massa têm o poder de moldar a sociedade”. “A marca simboliza, como já é tradicional em sua #Comunicação, o romantismo, a cumplicidade e a harmonia existentes entre os casais”, finaliza.

HISTÓRICO

Alvo de críticas, as inserções deste tipo de conteúdo, por meio de mensagens comercias na mídia, foram parar no Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária).

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Em 2015, após retratar diversos tipos de relacionamentos, inclusive de pessoas do mesmo sexo, a rede de perfumarias O Boticário teve sua propaganda analisada pelo conselho, além de sofrer ameaças de boicote. O processo foi arquivado após rejeição unânime.

Este ano, a rede varejista C&A passou pela mesma situação, após veicular uma propaganda em que suas peças não fazem distinção de gêneros. No filme, intitulado “Dia dos Misturados”, criado pela AlmapBBDO, diversos casais trocam de roupas depois de se beijarem, vestindo cada um a roupa que supostamente deveria ser exclusividade do gênero oposto. O processo, movido contra a marca teve início após a sugestão de boicote à rede feita pela cantora gospel, Ana Paula Valadão, e seu grande número de seguidores. O mesmo deverá ser julgado em julho. #Moda #LGBT