O feminismo, em grande parte das vezes, é um movimento com um discurso para lá de incoerente. As atitudes de suas adeptas entram em conflito com a oratória. E antes que textos quilométricos surjam a respeito dessas afirmações, o aviso: não se trata da visão masculina.

Meu corpo, minhas regras

Um dos chavões mais comuns do feminismo. A frase diz respeito ao repúdio às declarações de que o modo de se vestir e se comportar das mulheres sejam usados como justitificativa para que elas sejam vistas como objeto sexual. Até aí, há concordância.

Porém, as que protestam nas ruam com os seios à mostra se revoltam com a sarada de biquíni nas propagandas de cerveja, alegando que a mulher está sendo exposta como objeto de consumo sexual masculino, fazendo até abaixo-assinados para que esse tipo de comercial pare de ser produzido.

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Ora, e a vontade da atriz, onde fica? Ela fez comercial por livre e espontânea vontade, recebeu muito bem por isso, além de ser uma mulher livre e dona do seu próprio corpo. E segundo o próprio "meu corpo, minhas regras", não é um absurdo  uma mulher ser vista como objeto sexual por estar usando roupas curtas e sensuais?

Todo homem é um estuprador em potencial

Outra colocação comum das feministas. A alegação de que todo o ser do sexo masculino é um potencial estuprador por "viverem em uma sociedade onde os homens aprendem que podem violentar as mulheres" (me pergunto se elas colocam seus pais, irmãos, namorados e amigos neste bolo) levanta questionamentos. Primeiramente, porque o estupro não é um crime cometido exclusivamente por homens. Depois, chega a ser intrigante pessoas que dizem lutar contra o sexismo, atribuir um #Comportamento exclusivamente  a um único sexo.

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Revolta seletiva e repúdio à figura da mulher do lar

Quem não se lembra da (ainda que fútil) inofensiva reportagem da revista Veja intitulada "Bela, recatada e do lar", onde a primeira dama Marcela Temer ao ser retratada como uma mulher dedicada, contida e devotada à família causou um enorme alvoroço nas redes sociais?

Segundo o próprio feminismo, a mulher pode ser o que quiser e não devem ser rotuladas pela sociedade por causa de suas escolhas. No entanto, mulheres que preferem se dedicar à família são imediatamente rotuladas de "oprimidas pelo machismo" e "vítimas do patriarcado", sem considerar o fato da própria mulher ter escolhido este estilo de vida para si mesma.

Poucos dias após esse reboliço por causa da reportagem, o destino resolve colocar a militância à prova: em um restaurante, o ator global José de Abreu discute descontroladamente e cospe no rosto de uma mulher que estava acompanhada do marido. Um ato grotesco como esse deveria causar uma revolta generalizada nas feministas.

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Mas não causou. As que postaram textos gigantescos e fotos irônicas por causa da reportagem da Veja, não fizeram nenhum tipo de repúdio a esse episódio lamentável. Ou será que segundo o feminismo, um homem cuspir no rosto de uma mulher é uma atitude respeitosa?

Se fizermos uma minuciosa observação da relação entre discurso x ação, a lista de atitudes incoerentes do feminismo poderia dar uma volta no Maracanã. #Opinião #Manifestação