Todos nós assistimos ao horror do massacre de Orlando. Infelizmente, esta não é a primeira vez que, nos Estados Unidos, alguém comete um assassinato em série. Escolas, discotecas ou demais lugares públicos, têm sido freqüente alvo de dementes solitários, que espalham a morte. Muito se tem dito e escrito a respeito deste assunto.

Mas algo que seria urgente fazer, a fim de evitar novos massacres, seria restringir a venda e o uso de armas de fogo, nos Estados Unidos. Sabemos que o conceito norte-americano de “liberdade” está muito ligado à possibilidade da posse e do uso de armas de fogo. Mas esta é uma questão de salvamento de vidas humanas e de se evitarem novas barbaridades, como várias vezes já tem acontecido.

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Ao reprovar quatro leis que poderiam evitar novos massacres e novas mortes, o Senado americano torna-se assim cúmplice desses mesmos massacres e mortes de inocentes. Quando se legisla a favor de um poderoso lobby, como é a indústria de armamento, em detrimento das pessoas e da própria vida humana, não se é digno do lugar que se ocupa.

Devo lembrar que existem dois tipos de loucos no mundo: os que compram armas com a facilidade de quem compra batatas, e os que não têm essa benesse. A diferença entre uns e outros, pode ser de dezenas ou centenas de inocentes mortos. O Senado americano escolheu continuar a facilitar o acesso às armas de fogo, pela parte de toda a gente, ou quase.

Ficará assim com o ônus dessa escolha e com a responsabilidade moral das suas conseqüências, pois enquanto não houver essa restrição aos armamentos, estes recorrentes acontecimentos não terminarão.

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A liberdade de um indivíduo termina quando começa a liberdade do outro, e a quase total liberalização do comércio e uso de armas, em vez de libertar, condiciona as pessoas, pois não só mata, como provoca medo e inquietação. Permitir que a liberdade e os direitos dos indivíduos possam ser atropelados não é zelar por liberdade nenhuma, é antes prender e amedrontar.

E uma sociedade com medo não será nunca uma sociedade realmente livre! #Terrorismo #Violência