Em certa ocasião, Francis Bacon, considerado por muitos como o fundador da ciência moderna, disse que “gostaria de viver para estudar e não de estudar para viver”, mas infelizmente não é isso o que acontece, por exemplo, com as universidades ou centros de ensino do Brasil, que, em um comparativo, é totalmente diferente da Alemanha, onde todas as universidades na esfera pública são, agora, totalmente gratuitas

Os políticos brasileiros estão na contramão dos seus colegas alemães, que consideram extremamente injusto fazer com que a juventude pague pela sua formação estudantil. Pode parecer piada, mas é exatamente isso que dizem os germânicos. 

Os alemães estão seguindo de perto as melhores práticas universitárias e os bons exemplos de outros países, como a Finlândia, Suécia e Noruega, que também não cobram dos seus alunos universitários.

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É importantíssimo frisar de que as universidades alemãs não são gratuitas só para os cidadãos alemães, mas o benefício se estende também para todos os estrangeiros. 

“É uma tarefa fundamental dos políticos dar a oportunidade para jovens (…) estudar em universidade de alta qualidade sem taxas”, disse a Senadora pela Ciência, da cidade de Hamburgo, Dorothee Stapelfeldt. A mesma reiterou que o papel da cobrança de taxas é unicamente desestimular os jovens que não são oriundos de famílias acadêmicas por gerações ou, em outras palavras, os estudantes com menor poder aquisitivo. 

Alguns críticos brasileiros ufanistas podem até replicar e dizer que no Brasil também há universidades gratuitas. Entretanto, para se ingressar nas ótimas universidades brasileiras, reconhecidas em todo o mundo, exige-se muita dedicação, o que nem sempre está ao alcance dos cidadãos mais pobres, que não conseguem se dar ao luxo de pagar um curso paralelo preparatório, algo que está fora de cogitação na Alemanha. 

A educação inicial dos alemães por ser tão elevada, acaba gerando um ensino universitário de 1.º mundo - 5 faculdades deles estão entre as 100 melhores do planeta, conforme revelado pelo THE - Times Higher Education, que é uma espécie de medidor do ranking universitário.

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Já a melhor universidade brasileira é a USP, que ocupa a 226.ª posição no mundo. 

Dos centros acadêmicos da Alemanha saíram 103 ganhadores de Prêmio Nobel. Não há nenhum ganhador do Prêmio Nobel por parte do Brasil, enquanto os “hermanos” da Argentina têm 4 representantes ganhadores desse título. Moral da história: para se estudar em boas universidades no Brasil, é necessário se investir muito dinheiro por quase uma geração. 

A desigualdade racial é um exemplo de como o acesso ao ensino superior é muito difícil para os mais pobres ou para os representantes das minorias sociais. No ano de 2010, 77% dos alunos que entraram na USP eram brancos, 10% pardos, 10% asiáticos e apenas 2% eram negros. Algo sem importância, se não fosse o caso de que em todos os cursos, menos o de geografia, havia mais asiáticos do que negros, no campus da USP-SP, o que não é nada lógico, já que 1% da população de São Paulo é de asiáticos e os negros representam 34%. 

Lamentavelmente, no Brasil as universidades públicas estão a ponto de terem que também ser pagas, ou seja, se a pós-graduação é paga, porque não, então, o mesmo com a graduação?

Além dos interesses econômicos dos “comerciantes do ensino”, manter o povo afastado do ensino interessa a mais alguém?! #Negócios #Estudar no exterior #Intercâmbio