De acordo com a Revista Superinteressante, um em cada seis brasileiros é evangélico. Com isso, houve um aumento de pessoas ingressando na carreira pastoral. Segundo a revista, para transformar sua fé em profissão, ou seja, tornar-se pastor, é preciso ter carisma, além de curso de teologia. Para uma denominação prosperar ela depende do talento do pastor em arrecadar dinheiro, porém, não são todos os cargos que recebem salário. Existe um plano de carreira, e até lá, muitos trabalham de graça.

O diácono, por exemplo, cuida da organização do templo. Não é necessário curso teológico. Este trabalho é voluntário. 

O obreiro também ajuda nas reuniões, mas fora da #Igreja, como em casas e hospitais.

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Como ele faz a pregação, precisa de curso de teologia. Este trabalho não é remunerado. 

Os aspirantes ao ministério pastoral são os obreiros com carisma para pregação. Eles podem substituir a ausência do pastor durante os cultos, mas precisam de alguns anos de experiência para isso. Este trabalho é voluntário.

Finalmente, para se tornar pastor precisa de alguns anos de experiência, que são construídos desde seu ingresso como diácono ou obreiro, além do curso de teologia. É um trabalho remunerado. Seu salário depende da quantidade de fiéis que frequentam o culto e da sua capacidade de conseguir dízimos e ofertas. Novamente, o pré-requisito carisma está presente.

Existem também outros cargos acima de direção de vários templos, que são para pastores mais velhos e mais experientes. O pastor costuma cuidar de uma ou mais igrejas locais, em vários horários de culto e dias da semana.

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Esse plano de carreira pode mudar de denominação para denominação. Muitos permanecem anos em seus cargos de maneira voluntária, sem interesse em cargos maiores, porém os mais carismáticos são estimulados a buscar o cargo de pastor. Para muitos, a motivação é a possibilidade de ter salário, visto que muitos dedicam um grande tempo no templo e ainda precisam se dedicar ao trabalho fora dele e garantir o sustento.

Há outras formas de ganhar dinheiro com profissão de fé, como montar denominações independentes, onde o sujeito determina seu próprio cargo, venda de livros e CDs, entre outros artigos evangélicos. Isso também vai depender da popularidade e do carisma do pregador. As denominações são imunes ao Imposto de Renda, e por isso há investigações de lavagem de dinheiro em algumas igrejas, já que muitos que escolhem a carreira pastoral tem se filiado a partidos e se tornado políticos. A suspeita é que essa é mais uma forma de ganhar dinheiro nesta profissão.

No momento, há uma denúncia da Procuradoria-Geral da República que aponta o deputado #Eduardo Cunha com a acusação de que ele havia usado a Igreja Assembléia de Deus Ministério Madureira para repassar parte da propina de 5 milhões referente à contratação de navios-sonda da Petrobrás.

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Esse dinheiro entrou na igreja como forma de "oferta", por isso não precisou ser declarado. Porém, o pastor responsável, Samuel Cássio Ferreira, nega supostas relações de Eduardo Cunha com sua igreja, e que os templos recebem muitas ofertas por todo o Brasil e não tem como saber a origem desse dinheiro. 

De acordo com a Revista Superinteressante, algumas denominações não tem valores estipulados de salários, os pastores ganham de acordo com a oferta que recebem nos cultos, quanto mais fiéis ofertando, mais dinheiro.

Para que tudo isso ocorra, é necessário que os pastores tenham uma equipe que os ajudem na organização durante os cultos, por isso existem os cargos menores. Eles trabalham de igual modo no templo, porém não recebem, assim o que os motiva a continuar nesse trabalho voluntário é a vontade de ajudar simplesmente, ou a possibilidade de ganhar experiência e um dia se tornar pastor para ter o seu salário. Repare que uma pessoa sem carisma não conseguiria manter uma igreja e ganhar um bom salário, por isso ela fica somente com os cargos menores, sem salário.  #Lava Jato