No último sábado, a #Seleção Brasileira estreou na #Copa América Centenário em solo americano e jogando em uma casa que já proporcionou grandes emoções para o torcedor brasileiro: o belo Rose Bowl, em Pasadena. Mas o palco do tetra de 1994 nos surpreendeu novamente, agora de modo negativo. Mesmo sem nenhum dos 11 jogadores que fizeram parte do vexame histórico contra a Alemanha na última Copa do Mundo, a seleção não decolou e, pior, empacou quase sendo derrotada pela seleção equatoriana, que vem passando por uma de suas melhores fases.

O Brasil teve um bom toque de bola e uma boa posse, mas... faltou pontaria, habilidade e um diferencial em campo pra quebrar de vez a boa marcação do Equador.

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O time ainda teve sorte, pois o goleiro Alisson quase leva um gol que seria considerado um dos maiores frangos dos últimos tempos, mas o gol válido foi incorretamente anulado pelo árbitro chileno.

É visível que estamos bem perto da despedida de Dunga como técnico da seleção. Se não for agora será nas olimpíadas, mas dificilmente ele chegará à Copa do mundo de 2018. Principalmente por que vem apresentando resultados bem semelhantes ao de Mano Menezes, que foi demitido em 2013 para a entrada de Felipão. Sua seleção tem o esquema tático bem diferente da de Mano, mas tem uma proposta que não cola e que não consegue entrar em sintonia nos momentos em que se exige mais. O psicológico dessa seleção é fraco e desde 2010, com o próprio Dunga como técnico, quando são ameaçados ou levam um gol, os jogadores são facilmente desnorteados do seu objetivo e se desesperam.

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Os favoritos para a Copa América Centenário são a sedenta Argentina por uma taça, o arroz com feijão mexicano, agressivo e muito experiente em solo americano, e o perigoso Equador, que tende a crescer na competição. O Chile é persistente e forte, mas acaba de vencer uma Copa América e mesmo que vá longe não lutará tanto pelo título. A Colômbia é habilidosa e rápida mas, apesar da ótima participação na última Copa do Mundo, não está em sua melhor fase e tende a tropeçar logo. O tropeço do Uruguai é certo e o Brasil tem um bom elenco, mas precisa se encaixar logo. Os EUA de Klinsmann ainda podem ressuscitar e botar ordem na casa chegando às quartas de finais, que provavelmente os levará a enfrentar o Brasil.