O Brasil atravessa um dos seus momentos políticos mais complicados desde que foi instaurado no país o afastamento da presidente Dilma Rousseff e ascensão ao poder do interino Michel Temer. O mesmo Temer que disse em entrevista aos meios de comunicação, na tarde de 24 de junho, que pretende manter-se o mais afastado possível do processo de cassação do seu correligionário político pelo PMDB-RJ, #Eduardo Cunha

Michel fez questão de frisar que pertence ao mesmo partido de Cunha e é amigo pessoal dele há décadas. Tanto é assim, que o presidente interino falou claramente que Cunha está passando por um “quadro dramático” e que por sua vez, a busca pela realização de novas eleições na nação não ajudará em nada #Dilma Rousseff, que se encontra afastada de exercer o cargo de presidente do Brasil. 

Em resumo, Temer deixou claro de que Cunha para ele não representa nenhum problema e inclusive o recebeu há 3 semanas, quando conversaram normalmente sobre o momento atual das dificuldades políticas de Cunha.

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Para Temer, as críticas sobre os seus encontros e diálogos com Cunha não passam de puro preconceito. “Aqui no Brasil temos esse preconceito, se acha que não pode falar com ninguém. No governo (Dilma), quando eu falava com a oposição, o governo ficava irritado, dizendo que eu estava traindo o governo, o que é uma ignorância em matéria política”, reiterou Temer 

Argumentos para a acusação de Cunha

Por outro lado, vale lembrar que o ex-presidente da Câmara está sendo investigado pelas inúmeras contas bancárias fora do Brasil, usufruindo de esquemas montados para desviar dinheiro das obras públicas financiadas pelo governo.

Outro detalhe importante é que foi o mesmo Eduardo Cunha quem pavimentou o caminho para que Temer assumisse o poder provisório no Planalto Central. 

Enquanto presidente da República, Temer disse na entrevista que é sábio não haver o envolvimento dele quanto à disputa dos 13 deputados ansiosos pela liderança da Câmara nos sete anos que vêm pela frente.

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Caso ele fizesse isso, estaria influenciado a área de competência de outro poder, reitera #Michel Temer

A unidade nacional do Brasil está ameaçada

Algo que tem atraído a fúria, principalmente dos opositores de Temer e seu ministério, é que o interino, ao abordar o papel de atuação da Operação Lava Jato, salientou que essa não deve se perdurar por tempo indefinido, só tendo que existir enquanto encontrar desvios irregulares, porém, o Brasil não pode conviver com ela por mais 10 anos. 

A fala de Temer ao dizer que "economia é assim", que se tem que fazer readequações, mas no tempo certo, expõe para alguns especialistas em economia e política, que os impostos de fato acontecerão tão logo ocorra uma eventual homologação do impeachment de Dilma Roussef pelo Senado. 

Quando foi indagado sobre Waldir Maranhão (PP-MA), que é o atual presidente interino da Câmara, Temer se livrou de responder sobre os pontos positivos do político, só dizendo que cada um “tem seus atributos”.

Diante de um cenário tão complicado e independente do papel político que os figurões aqui mencionados possam representar para o país e o seu povo, há uma pergunta não quer calar: qual a importância dos 54 milhões de votos dados a Dilma diante dessa mudança abrupta na liderança do Brasil? Uma coisa é fato, o país está longe de ficar unido enquanto nação na busca de sua identidade nacional.

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