Temos o costume no Brasil de dizer que uma decisão da justiça, ou melhor, dos servidores da justiça, é polêmica, quando não a entendemos como sendo correta. Todavia uma decisão judicial, seja ela de instância inferior ou de instância superior, quando não satisfaz nossa razão, não devemos entender como polêmica, mas como suspeita; por vir de uma sociedade onde a conduta ética e moral está longe de balizar as ações de homens públicos e privados.

Está bem vivo na memória dos brasileiros, por exemplo, a decisão do Supremo Tribunal Federal de negar a extradição de Cesare Battisti, condenado na Itália à prisão perpétua por terrorismo, e conceder-lhe imediata liberdade.

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Battisti, apadrinhado do ex-Presidente Lula, teve os votos favoráveis dos Ministros Luis Fux, Carmen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Joaquim Barbosa e Ayres Britto, todos indicados por Lula para um cargo na Corte.

Teori Zavaski, indicado ao supremo por #Dilma Rousseff, em uma canetada, mandou soltar os presos da operação Lava-Jato, entre eles o ex-Diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, Duke e o doleiro Alberto Youssef, conduta tão inusitada, que, pressionado, foi obrigado a voltar atrás. Zavaski é também o juiz que ficou com o pedido de afastamento de Eduardo Cunha da Presidência da Câmara, engavetado por mais de um ano, enquanto este tinha o trunfo do impeachment.

Gilmar Mendes não se abalou ao votar a favor do ex-Governador José Roberto Arruda, cassado e preso por corrupção pela Lei da Ficha Limpa, mesmo depois de Arruda ser pego em gravação dizendo estar empenhado em convencê-lo a votar a seu favor.

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Mendes também livrou da cadeia o banqueiro Daniel  Dantas, com dois habeas corpus seguidos; livrou o médico Roger Abdelmassih, com um habeas corpus que possibilitou sua imediata fuga do país; e o ex-Deputado José Riva, com mais de 100 ações por corrupção e improbidade; enquanto o Ministro Celso de Mello, célere, livrou da cadeia o jornalista Pimenta Neves, que assassinou a sangue frio sua namorada.

A concretude suspeita dessas ações pode ser vista nas recentes palavras da Presidente Dilma, quando mandou dizer a Eduardo Cunha que tinha “cinco ministros no Supremo” para votar a seu favor, em troca do engavetamento do impeachment. Ou nas palavras do líder de seu governo, senador Delcídio do Amaral, que disse ter como interlocutores, para livrar da cadeia Nestor Cerveró, os ministros Teori Zavascki, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin.

Agora, quanto à imoralidade, ela está nos obscenos pedidos feitos pelos magistrados brasileiros, de auxílios moradia, alimentação, transporte e escola para os filhos, e vergonhosamente concedidos.

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Essa questão foi levada pela jornalista Claudia Wallin, radicada na Suécia, ao Juiz Carsten Helland, membro do sindicato de magistrados suecos, para que desse sua opinião. Disse o Dr. Carsten:  “Juízes não podem agir em nome dos próprios interesses, com tal ganância e egoísmo, e esperar que os cidadãos obedeçam à lei”

Diante da indignação do Juiz Carsten, Claudia Wallin procurou um membro da Suprema Corte, o juiz Göran Lambertz, expondo a conduta de nossos juízes, e o Dr. Göran disse:

“É inacreditável que juízes tenham a audácia e o descaramento de serem tão egoístas a ponto de buscar benefícios como auxílio-escola e auxílio alimentação para seus filhos. Os magistrados devem ser fundamentalmente honestos e tratar os cidadãos com respeito. Se os juízes e tribunais não forem capazes de transmitir esta confiança e segurança aos cidadãos, os cidadãos não irão respeitar o judiciário e, consequentemente, não vão respeitar a lei.”

Claudia Wallim insiste e pergunta o que aconteceria se os juízes da Suécia agissem desse modo. O Dr. Göran Lambertz responde:Aqui isso não aconteceria, porque não temos esse tipo de sistema imoral”. #Crise econômica #Ataque Terrorista