Atualmente, e cada vez mais, temos notado em nossa sociedade, uma corrente crescente de manifestações e julgamentos sobre expressões de opiniões e ideias contrárias àquilo que conhecemos como o “politicamente correto”. Mas afinal de contas, o que é isso ?

Primeiramente, é importante entender a origem do termo, o que nos leva a uma viagem no tempo. Aproximadamente na década de 30, o comunismo era amplamente disseminado e defendido por seus simpatizantes na Europa e na Ásia. Com a consolidação da Revolução Russa, os comunistas acreditavam que a expansão do movimento seria inevitável, e que os demais países, sobretudo na Europa, terminariam aderindo ao comunismo através de movimentos revolucionários similares àqueles ocorridos até então na Russia.

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O fato é que isso não ocorreu, e a conclusão que os ideólogos marxistas chegaram (sobretudo Antonio Gramsci e George Lukacs) foi de que a religião cristã, bem como a cultura europeia, eram a grande razão pela qual os trabalhadores europeus ofereciam forte resistência às ideias revolucionárias do comunismo.

Assim, surge o Instituto de Pesquisas Sociais ou como passou a ser mais amplamente conhecido, Escola de Frankfurt, que tinha como objetivo desenvolver uma abordagem desalinhada ao marxismo-leninismo, com um enfoque no âmbito cultural como instrumento de luta política e, assim, um meio de transformar a sociedade. O método adotado então, para adoção do politicamente correto (que poderíamos também chamar de marxismo cultural), foi do desconstrucionismo, que poderia ser explicado em poucas palavras, como eliminar o significado de um discurso, dando a ele um outro significado que seja mais conveniente.

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Um exemplo disso seria dizer que a Bíblia é um livro dedicado à superioridade de uma raça e de um sexo sobre o outro. Poderíamos resumir o marxismo cultural como a análise histórica da relação de poder de um grupo sobre o outro e, a partir daí, vemos o surgimento do relativismo moral, que defende a supressão da hierarquia de valores.

O objetivo aqui é muito simples, exercer um controle social que "torne impossível a pessoas comuns manifestar suas queixas publicamente de uma maneira aceitável, de modo que suas objeções possam ser facilmente rejeitadas como expressões de preconceituosos ignorantes".

Um artigo recente publicado na "Chronicles Magazine", publicação de um instituto conservador americano, diz que o pensamento politicamente correto cala ou torna objeto de ódio e escárnio todos que se recusam a seguir seus códigos.

Atualmente, essa linha de pensamento encontra-se fortemente enraizada em nossa sociedade e com isso começamos a identificar seu verdadeiro teor. A censura pura e simples de ideias contrárias aos interesses dos movimentos de esquerda criminalizando todo e qualquer pensamento que não reflita as diretrizes defendidas por tais movimentos.

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E o que seria isso senão uma ditadura totalitária, como aquela empregada na União Soviética, China, Camboja ou ainda hoje na Coreia do Norte ?

A base da democracia é a livre manifestação do pensamento, e isso é algo que devemos recordar a todo momento e defender arduamente. As minorias não devem ser ignoradas, mas o conceito da democracia é garantir que os anseios da maioria sejam atendidos e a partir da regra, seja então tratada a exceção. Ponderar sobre os limites do politicamente correto, é algo que deveríamos fazer, pois seu verdadeiro teor disfarçado de bom-mocismo, coloca em risco nossos valores e tradições herdados e conquistados com sangue e suor por nossos antepassados. #História #Comportamento #Dentro da política