André, Diego, Roberto, Emerson, Pandora, Maurício, Donizete, Cleber, D. Dias, Nickolle, Leonardo, além de vítimas ainda não identificadas: este é o saldo de mortes do mês de julho até o momento.

No início do mês, a estudante e ativista lésbica Mayara de Souza levou socos no rosto por um apoiador do deputado Bolsonaro, em Brasília. Na madrugada de domingo, dia 10 de julho, um casal homossexual foi agredido em Búzios. No dia 11, Viviany Beleboni, a modelo que desfilou crucificada na Parada #LGBT de 2015 e, neste ano, apareceu como a Justiça amordaçada pela bancada religiosa, foi atacada no centro de São Paulo. E é importante dizer que esses foram apenas os casos notificados - o número de pessoas que sentem medo de denunciar agressões e se expor é ainda maior.

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A #Violência alarmante contra a comunidade LGBT no Brasil chegou a ser notícia no jornal The New York Timesque a classificou como epidêmica.

Na terça-feira, 12, a Rede Globo exibiu, pela primeira vez em uma novela brasileira, uma cena de sexo entre os personagens interpretados por Caio Blat e Ricardo Pereira. O romantismo da cena foi elogiado e suas imagens compartilhadas aos montes pelas redes sociais, pois finalmente a homossexualidade foi retratada da mesma forma que as relações heterossexuais o são na TV brasileira. Trata-se de um marco da representação desse grupo que desde sempre luta pela aceitação social.

Contudo, ao compararmos o ato midiático com a realidade, vemos que há um paradoxo. Por mais que a representação de homossexuais em uma novela que atinge a maior parte dos lares da família tradicional brasileira seja motivo de celebração, as ocorrências de violência apenas no mês de julho nos mostra que o ódio contra LGBTs ainda predomina em nossa sociedade.

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Aliás, não só predomina como também parece estar em plena escalada - a violência e a repressão são uma reação esperada quando um grupo socialmente indesejado ganha visibilidade e espaço. Assim, na medida em que testemunhamos conquistas por parte da comunidade LGBT, é certo que observamos (e observaremos) também o incômodo dos conservadores e homofóbicos, que prontamente se manifestam em oposição às conquistas das minorias. #Homofobia