Bauru tem uma grande vantagem competitiva não utilizada, mas que foi aprovada como uma das prioridades na Conferência Municipal realizada nos últimos dias 17 e 18 de junho na USC – Universidade do Sagrado Coração, que é a re-utilização dos trilhos que cortam a cidade, ligando os distritos industriais I e II  ao Centro e a um dos mais populosos bairros, no canto oposto aos distritos, por bonde elétrico aproveitado de vagões velhos.

Ao todo, foram quinze metas estabelecidas pela mesa 2 sobre Mobilidade.

Bondes elétricos nos trilhos que existem

Uma ideia aprovada foi o uso de bondes elétricos, reconstruídos a partir de vagões que estão apodrecendo no trecho urbano da malha ferroviária antiga, hoje administrada pela A.L.L., criando focos de dengue e estragando a vista de quem usa a Av.

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Mondelli.

Os vagões podem ser reconstruídos com motores elétricos para transportar perto de oito mil trabalhadores aos distritos industriais, reativando a antiga estação ferroviária, eventualmente até aumentando o fluxo de pessoas no centro da cidade, já que o trecho entre o distrito industrial e a região central não tem trânsito e pode permitir a locomoção de pessoas no horário do almoço.

Além disso, a Caio, fabricante de carrocerias em Botucatu, poderia fazer um projeto piloto transformando um dos vagões, considerando que a empresa possui experiência em montagem de ônibus e caminhões sob medida.

Esgoto pode virar gás e gerar eletricidade

Outra vantagem competitiva é a criação de uma estação de tratamento de resíduos que tem potencial para gerar gás metano para produzir a energia elétrica que movimentará os bondes.

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Além dessa, podem acoplar mais de uma composição em horário de pico para atender melhor as demandas no início de trabalho e ao final do expediente.

Outra opção é a criação de um teto com painéis solares fotovoltaicos nos antigos barracões da mesma rede, que também estão caindo em ruínas, apesar de serem prédios históricos de Bauru. As placas solares também podem ser usadas nos vagões para iluminação interna.

Os ingredientes para a saída de uma crise estão postas na mesa e só falta o "masterchef" (o prefeito) começar a misturar os ingredientes (trilhos e vagões abandonados, com tecnologia de geração de energia limpa a partir do sol que é abundante em Bauru).

Bauru pode ser exemplo para o Brasil

A vantagem competitiva não para por aí, pois o país precisa de soluções para sair da crise e o atual prefeito de Bauru é do mesmo partido do Presidente Interino Michel Temer, o que poderia significar um exemplo para outras cidades em todo o Brasil que tenham algum trecho de ferrovia abandonado.

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Com o transporte urbano muito mais barato, sobra dinheiro para gastar em outras coisas e incrementar o comércio e o consumo. Além disso, a energia oriunda de painéis solares fotovoltaicos é fonte de energia limpa e não concorre com o petróleo. Enquanto não houver um incremento substancial no fornecimento de energia elétrica através de grandes usinas eólicas e solares, principalmente em regiões áridas do Brasil, onde a insolação é abundante e a terra não está sendo utilizada adequadamente, devido à falta de água generalizada no país que concorre para a crise de energia, tanto quanto a falta de outras fontes energéticas.

Falta começar a agir para sair da crise

Outras medidas aprovadas foram a criação de um Plano de Mobilidade baseado em experimentalismo e por abordagem comportamental, criação de um ambiente de TI para geoprocessamento de dados da cidade, criação de uma cidade administrativa, aproveitando antigos prédios sub-utilizados ou abandonados, melhoria da acessibilidade e estudo de uso de hidrovias na cidade aproveitando o rio que corta a cidade, o Rio Bauru.

O que se espera das autoridades agora é que não fiquem esperando as eleições para tomar atitudes pró-ativas, mas que usem esse tempo para efetivar projetos e cobrem dos próximos candidatos que liberem o mais rápido possível tais medidas. #Governo #Geraldo Alckmin #Comportamento