Recentemente, um vídeo de um pastor da #Igreja Universal foi compartilhada nas redes sociais em que ele pedia que os fiéis dessem o seu carro como oferta e voltassem a pé para casa como prova de fé. Em troca, Deus daria um carro bem melhor para eles. A atitude do líder religioso foi criticada até mesmo pelos adeptos da denominação. A Igreja pediu a retirada do conteúdo das redes sociais, mas muitas pessoas continuam postando e compartilhando, mostrando sua indignação.

Neste momento que o Brasil passa por uma crise financeira, o desespero das pessoas desempregadas aumenta, por isso, vários fiéis tem destinado seu dinheiro a outras causas, que não seja a oferta e o dízimo nas denominações.

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A renda das famílias tem sido reservadas para despesas básicas e essenciais para a sobrevivência. Não é só a crise que tem levado cristãos a fazerem isso. Muitos tem questionado a postura de pastores, que ganham o dinheiro apenas prometendo benção, que nunca se cumprem.

Outro fato é que os cristãos tem passado a levantar questões sobre a forma como as passagens da Bíblia Sagrada estão sendo interpretadas. Muitos acreditam que o dízimo era uma prática judaica, em forma de alimentos, entregue para os necessitados, servindo como forma de justiça social. Eles alegam que essa prática não se aplica a entrega de 10% do salário em dinheiro, todo mês, para líderes religiosos, que estão vivendo no luxo, enquanto outros ficam à míngua.

A entrega dos dízimos nas igrejas tem diminuído de tal forma que o líder religioso Valdomiro Santiago, da Igreja Mundial, teve o sinal da transmissão de seu programa cortado por falta de pagamento.

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É sabido que ele vinha fazendo muitos apelos para que não deixassem ele sair do ar, pedindo mais dinheiro para poder se manter na televisão. Não deu muito certo.

Com inúmeros crimes e escândalos, os religiosos tem perdido a credibilidade. Diante destes fatos, e da crise, o cristão brasileiro está pensando dez vezes antes de empregar seu dinheiro em algo que não valerá a pena. #Religião #Crise econômica