Viçosa, cidade do interior de Minas Gerais, inaugurou no fim de junho, uma fábrica de pré-moldados instalada no presídio do município. Os recursos para a construção da fábrica, pouco mais de 160 mil reais, vieram dos cofres da prefeitura. Porém, a mão-de-obra utilizada veio de dentro do próprio presídio. Foram os detentos, que agora trabalharão na fábrica, que ergueram a sua estrutura. A iniciativa faz parte do projeto "Construindo a Liberdade", uma parceria entre a Prefeitura de Viçosa e a Secretaria de Estado de Defesa Social de Minas Gerais.

De acordo com a Prefeitura do município, em temporadas de alta demanda, a fábrica empregará cerca de 20 detentos. Atualmente, 12 presos estão realizando os trabalhos no local.

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Eles foram capacitados por técnicos e professores da Universidade Federal de Viçosa, em um curso realizado no Departamento de Engenharia Civil da instituição.

Os detentos empregados, receberão 3/4 de um salário mínimo e terão um dia descontado na pena a cada três dias trabalhados. Já os materiais produzidos no presídio (manilhas, meio-fio, blocos e bloquetes) serão utilizados no calçamento e em reparos das vias públicas da cidade.

Segundo o Secretário de Governo do município, Luciano Piovezan, a próxima etapa do projeto, que já está em discussão, terá como foco as detentas, com a construção de uma fábrica de fraldas.

PRODUÇÃO DE LEGUMES

Outra iniciativa parecida, vem do Presídio Professor Jacy de Assis, no triângulo mineiro. Detentos da cidade de Uberlândia produzem cerca de 400 caixas de legumes por mês dentro do presídio do município.

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Cerca de 25 presos cultivam brócolis, espinafre, couve, alface, cebolinha e outros vegetais no local. 

Logo ao lado, cerca de 30 mulheres, também detentas, fabricam mais de 2000 calças e bermudas por mês. As roupas, uniformes do sistema prisional de Minas Gerais, são utilizadas para abastecer vários presídios do estado.

Já os alimentos produzidos na unidade, são vendidos para a empresa responsável pelo fornecimento das refeições do próprio presídio.  #Justiça #Comportamento #Sistema prisional brasileiro