Incrível como o Facebook e as demais redes sociais tornaram-se ferramentas de marketing próprios, nas quais enunciamos nossas vidas como vitrines a fim de atrair possíveis compradores de sua identidade. O Facebook limita o número de pessoas com as quais você pode ter fácil acesso na sua linha do tempo, a fim de atraí-lo a perder tempo no viés que lhe convém.

Desde de seu surgimento no ano de 2004, o advento do Facebook revolucionou não só o que hoje se conhece como #Mídia social, mas o modo de vida da sociedade global. Diversos intelectuais renomados, a partir de sua criação, têm feito um estudo minucioso no comportamento que essa rede propicia aos usuários no que tange suas respectivas experiências online.

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Ainda que não bastasse o conteúdo social que a ferramenta traz, as indústrias de tecnologias de ponta avançaram na mesma velocidade em unir tal fato aos seus produtos e assim o que se vê: uma nova era que surge em meio à contemporaneidade histórica.

Não faltam conteúdos já publicados e debatidos em colóquios, palestras e publicações, no entanto, esse assunto repercute também quando metaforicamente compara-se a uma overdose de uso cuja própria palavra autointitula sua magnitude de periculosidade, mas que se desenha um mal necessário quando pensado na nova esfera de sobrevivência dos indivíduos em sociedade.

O ponto de partida desta análise refuta completamente quaisquer lados persuasivos que caracterizem posições político-ideológicas a fim de transformá-la em ferramenta de conteúdo contra produtivo, portanto, tais argumentos têm caráter meramente científico contribuindo ao debate.

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A supremacia da narrativa da existência alheia à sua já rompe com a liberdade individual que cada cidadão é dotado, quer dizer, ao atentar parte do seu tempo ininterrupto ou divididos em curtos espaços de tempo a linha do tempo proposta é subentendida como aquilo que algoritmicamente um sistema concebeu como correto através de análises que deverão aparecer este ou aquele conteúdo de forma que sua experiência possa ser traduzida em lazer, conhecimento etc.; porém a medida que a ferramenta cresce em número de usuários e alcance de seu conteúdo, este, servirá também como método de propiciar ao usuário algo consumível.

Anteriormente, a expressão da palavra overdose, quantidade fora do comum ou anormal de alguma coisa, refere-se metaforicamente ao excesso de consumo desde produto ou ferramenta que se torna parte integrante de seu dia não sendo possível se quer imaginar a sua história sendo narrada por si próprio sem que ao menos uma publicação possa ser inofensivamente feita a fim de engrandecer uma ação propiciando-lhe um ego de chamado momentâneo.

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Nas suas mais diversas formas de exposição seja por fotos, vídeos, dizeres, curtidas, compartilhamentos e visualizações o indivíduo não mais se entende livre em plena consciência, pois a ferramenta já lhe roubou suas ideias e almas, vide que esta descaracteriza-se de conotação figurativa ou religiosa; e torna sua perspectiva de vida algo conciso e irrestrito à um resultado exato.

Engana-se aquele que diz ter plena consciência, afinal esse é um mal necessário, o qual já influiu de tal modo na sociedade e no inconsciente que se faz irrestrito, ao menos a fim de situar-se quais os assuntos que estão em plena pauta, e estes se desfazem à medida que perdem força de alcance dando lugar a um novo chamariz de visualizações.

Se entenda dono de seu próprio mundo e saiba jogar com as ferramentas predispostas, assim você não se prejudica e na dualidade de egos sobreviventes usa aqueles que assim se deterioram como meros fantoches de seu objetivo maior. #Opinião