Smartphones, tablets, notebooks, Whatsapp, Facebook, Twitter, Instagram. O que todas essas palavras, muito além de seu sentido, trazem em comum?

Primeiro, as vantagens da tecnologia e tudo o que ela viabiliza no universo das relações. O dia a dia moderno tem como quase imprescindível a presença desses equipamentos, sistemas e redes. A comunicação pessoal, profissional e jornalística ficaria debilitada, quando não paralisada, se tivesse que abrir mão desses recursos.

Por outro lado, a inserção desse universo na sociedade contemporânea - talvez pela facilidade e rapidez com que resolve certos paradigmas humanos que antes exigiam esforço, tempo e dedicação - provocou também alguns medos e criou algumas manias, já caracterizadas pela ciência como fobias e síndromes.

Publicidade
Publicidade

Uma fobia, por exemplo, associada às redes sociais, é conhecida pela sigla FOMOfobia (Fear of Missing Out), que se poderia entender como "o medo de ficar por fora do que está rolando nas redes". Assim, o medo de ser ignorado ou perder algo "importante" leva a consultas constantes ao e-mail, ao WhatsApp, ao Facebook e outras redes sociais, a fim de poder ficar inteirado e não ficar para trás.

Com um nome parecido, outra fobia que vem sendo observada há algum tempo também é conhecida por uma sigla: NOMOfobia (No Mobile), ou o medo de ficar sem o celular ou de não tê-lo por perto. Para muita gente (muita mesmo!), ficar sem o celular gera ansiedade, estresse e, em alguns casos, sensação de abandono.

Do outro lado do espectro, estão as manias e, dentre elas, a que mais tem chamado a atenção, em todo o mundo, é a necessidade, muitas vezes obsessiva e compulsiva, de tirar fotos de si mesmo (selfies) e, posteriormente, postá-las nas redes sociais.

Publicidade

É quase como um desesperado pedido: "Por favor, olhem para mim!" Nestes casos, pessoas estão investindo seu tempo, seus recursos e sua saúde a fim de alcançar a aparência que consideram importante e conseguir, então, "mostrá-la ao mundo". Desse modo, como já se registrou aqui no Blasting News, "o que parece ser uma brincadeira pode se tornar, na realidade, algo um pouco mais perigoso, moldado, especificamente, por personalidades narcisistas". #Comportamento #Conectados