Apesar de existirem muitas greves em Universidades (a da UNESP em São Paulo, da UERJ no Rio de Janeiro, entre outras grandes universidades públicas) devido à falta de recursos para pagar o reajuste salarial conforme o índice de inflação pregado por uma lei do próprio governo, em alguns casos falta papel higiênico nos banheiros e recolhimento do lixo, o principal assunto é o começo das Olimpíadas, servindo como um verdadeiro carnaval para disfarçar a gravidade da situação: na educação, na saúde e na segurança.

Novo governo, velha economia

Na macroeconomia, a inflação ainda não caiu o tanto que era esperado e nem o PIB cresceu o suficiente para chegar aos 2% negativos, indicando que não só a confiança do empresário está reduzida, já fechando várias portas de emprego na área de serviço, como a demanda está restrita ao essencial, basicamente comida, com queda acentuada da contratação de serviços de saúde complementar, mudança de hábitos que implicam na redução não só da venda de carros, mas também da retirada de novas carteiras de habilitação (CNH), indicando que a movimentação está alterando o perfil.

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Outro índice importante é a drástica redução da Poupança, com seus pífios rendimentos, comparados com o do Tesouro Direto, que banca o governo a uma taxa muito alta, mas também com um risco alto.

Favores, antigos partidos e a volta do velho

Do lado do governo, tem-se um balcão de facilidades com aumentos acima de 40% para o judiciário, mesmo que em oito parcelas, mas com a movimentação contrária da Receita Federal com operação padrão nas fronteiras duas vezes por semana, gerando despesas da ordem de R$200 milhões só nos portos com movimentação de containers. Enquanto isso, todas as medidas que eram ditas como urgentes estão postergadas enquanto o julgamento da Dilma Rousseff não estiver sacramentado. O retorno da antiga ARENA (atual DEM) ao poder, depois de muitos anos fora, que era parceiro do Golpe de 1964, redução das críticas em meios públicos, como jornais e revistas, que agora procuram nas notícias do terrorismo externo e uma possível célula amadora no Brasil.

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Viver e ter a certeza de que é feliz

A saúde vai de ruim a pior, com o esfacelamento das estruturas do SUS, da falência da UNIMED Paulistana, do aumento do HIV (de pelo menos mais mil casos registrados), de casos de Dengue recorde, além da Zyka e do H1N1, cujos números não são confiáveis, mas em ultimo caso sempre se pode usar aviões de inseticidas para borrifar nas grandes zonas urbanas para matar o mosquito. Enquanto isso, falta medicamentos para pressão, diabetes e outras doenças que eram bancadas pelo antigo governo. A seca do ano já produz mais problemas de alimentação e o ar seco aumenta os casos de problemas respiratórios.

Mais mortes do que na guerras

A taxa de mortos no trânsito dispara, seguido de várias notícias de acidentes envolvendo ciclistas que buscam, na força das pernas, uma substituição ao alto preço da gasolina, já violentada com 30% de álcool, apesar de ser auto-sustentável em ambos os combustíveis, mas o lucro da exploração só serve à exportação e aos escândalos do Lava Jato, que ainda encontra espaço na mídia devido ao volume inconcebível de valores prevaricados, enquanto os suspeitos aproveitam as suas penas em mansões com piscina ou em hotel do Rio de Janeiro de frente para o mar.

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Por isso, a policia brasileira avisa nos aeroportos o que o turista deve esperar ao chegar no Brasil. #Crise no Brasil #Crise-de-governo