Deputados e senadores franceses assinaram um manifesto em que afirmam que a presidenta afastada Dilma Rousseff foi vítima de uma "baixa manobra parlamentar". Eles conclamaram a comunidade internacional a reagir e repudir o "golpe" em andamento no país. O manifesto foi publicado no Le Monde, o maior jornal do país.

Opinião

Desde antes do início do processo de #Impeachment, a imprensa internacional assumiu uma postura diferente da mídia tupiniquim sobre o assunto: enquanto a mídia brasileira apontava para uma "passada a limpo", os jornais e outros veículos midiáticos de outros países destacavam, por exemplo, a incoerência de um processo de impeachment contra uma presidenta que não estava envolvida em denúncias de corrupção - o processo tratava apenas de infrações orçamentárias, não de propina, enriquecimento ilícito e outros - por um deputado atolado até o pescoço com denúncias de achaque, contas em paraísos fiscais, desvios de finalidades e manipulação de parlamentares para seus intentos pessoais.

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Assim, editoriais do The New York Times (EUA), The Guardian (Londres), El País (Madri), entre outros, aliado à mídia alternativa brasileira se tornaram a única voz dissonante da mídia tradicional, no processo. Basta lembrar, por exemplo, de entrevista ao vivo concedida por Fernando Henrique Cardoso a Tv AlJazeera. FHC é o "grão-tucano", membro do partido que, após solicitar recontagem de votos, auditoria nas urnas eletrônicas, não-diplomação de #Dilma Rousseff, comprou um parecer de R$ 45 mil reais para embasar o processo de impeachment. Na entrevista, o ex-presidente ficou visivelmente constrangido ao ser questionado por ter cometido as mesmas "supostas" infrações pelas quais Dilma Rousseff está sendo julgada pelo Senado. Na mídia tradicional brasileira, um jornalista não teria coragem de questioná-lo desta forma, de modo que, enquanto aos olhos do mundo somos vítimas de um golpe parlamentar, aos olhos da mídia daqui estamos na plenitude da democracia.

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Mas, a própria mídia que insuflou os protestos, transmitiu diuturnamente o processo, agora questiona a gastança do governo interino, ascenso com o discurso de "país quebrado", mas ao mesmo tempo, gastando bilhões com reajustes de servidores federais, com perdão de dívidas e outros.

Aguardemos os próximos capítulos e vejamos o que acontece.  #Michel Temer