Alguns o consideram como um símbolo da família e protetor dos bons costumes; outros o taxam como um fanático religioso e pessoa preconceituosa, que não consegue conviver com as diferenças ou escolhas pessoais de cada um; alguns tantos outros, não gostam dele porque ele vive querendo impor assuntos religiosos ao que deveria ser o Estado laico brasileiro. O fato é que o pastor protestante, Silas Malafaia, parece ser afeito às polêmicas, o que poderá lhe custar caro dessa vez, pois as declarações consideradas de raiz homofóbica, proferidas por ele em julho de 2011, no programa ‘Vitória de Cristo’, que o mesmo apresentava na televisão, continuam lhe gerando um processo na justiça.

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A PRR3 - Procuradoria Regional da República da 3ª Região - manifestou-se contra a fala de Malafaia na ocasião, o que foi corroborado pela TRF3 - 3ª Turma do Tribunal - sendo que essa última negou mais uma vez o recurso do pastor de que se encerrasse a pendenga jurídica, acontecesse na prática, então o processo jurídico continua.

Por sua vez o MPF - Ministério Público Federal -  por meio de ação civil pública insta que a fala de Silas recue do que foi dito por ele em 2011, já que considera o discurso do mesmo preconceituoso ou algo utilizado que pode ser usado como “incitação à violência contra homossexuais”. Malafaia criticou severamente a utilização de conhecidas imagens de santos católicos pela Parada do Orgulho #LGBT em 2011, que fez uma campanha com as imagens e o uso de preservativos.

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Conforme a PRR, quando Malafaia falou no seu programa televisivo que “os caras na parada gay ridicularizaram símbolos da Igreja Católica e ninguém fala nada. É pra Igreja Católica entrar de pau em cima desses caras, sabe? Baixar o porrete em cima pra esses caras aprender. É uma vergonha”; entende-se que o pastor atentou contra a dignidade humana ou mesmo incitou outras pessoas a expressar a sua desconformidade em relação aos homossexuais e simpatizantes através com práticas homofóbicas. Tanto é assim que a ABGLT - Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais Travestis e Transexuais - recorreu ao MPF com uma apresentação judicial contra Silas Malafaia.

Por duas vezes distintas, Silas fez questão de recorrer do que foi decidido pelo TRF3, mas em setembro de 2015 a conhecida Corte federal derrubou o proferimento da sentença da 1ª instância, a qual tinha obrigado o fim da ação civil pública sob a alegação de que o que foi dito por Malafaia era legítimo ao se manifestar, sendo esse um direito assegurado pela Carta Magna do Brasil.

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Por outro lado, a turma do TRF3 insistiu em reafirmar que a interpretação do que foi dito perante a lei, deve ser encartado como uma “questão de mérito”. Talvez, digam alguns críticos de Silas Malafaia, que o mesmo deveria prestar mais atenção a Jesus Cristo, que seguir  e assim, demonstrar o mesmo comportamento de amor ou paciência em relação a uma opinião ou postura individual ou coletiva que não esteja de acordo com a sua inclinação religiosa.

Tolerância, permissividade, corrupção ou fanatismo religioso? O assunto agora aguarda os próximos capítulos a serem desenrolados nas barras dos tribunais; entretanto, até o presente momento, o pastor não falou a imprensa sobre o que pretende fazer com relação ao assunto do processo na justiça.

  #Religião #Michel Temer