Se Direito e Moral fossem duas pessoas, como seria o diálogo entre ambas?

Sabe-se que uma se baseia com a outra em muitos aspectos já que a moral é construída com a ajuda de toda uma sociedade que estabelece de forma natural os costumes que são mutáveis de geração em geração. O direito é o registro escrito, ou seja, é o registro do que se pode ou não fazer além dos deveres de cada um. Por isso, já que o direito é um conjunto de regras finais que ajudam a sociedade e a moral é apenas um “rascunho” de todos os hábitos e da noção do certo e errado, é possível concluir que nem tudo que é direito é moral e vice-versa. Ambos termos possuem significados muito semelhantes mas, ao mesmo tempo, são bem diferentes em sua essência.

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Como a moral passa por mutações com o passar do tempo, o mesmo ocorrerá com o direito, e como este é registrado de forma escrita e aquele apenas através dos hábitos, é bem mais difícil modificar o direito do que a moral. Por isso, é possível que um diálogo entre eles começaria com o direito perguntando para a moral quais são os hábitos e costumes daquela sociedade para que assim possa transformar isso em algo claro e acessível.

Após a moral relatar tudo o que acontece, o direito então usaria alguns, ou quem sabe a maioria das informações que lhe foi passada e criaria regras e deveres que dizem respeito a todas as pessoas ali e sem ferir toda uma cultura. Por exemplo, uma moral da sociedade atual é não se utilizar da violência, principalmente da morte, para se conseguir o que quer já que caso contrário tudo se tornaria o caos.

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Afinal, a esmagadora maioria das sociedades aprenderam que vale muito mais a pena a união do que a guerra pois na primeira ocasião todos poderão sair ganhando e na segunda poucos ganharão por um preço alto e com altos riscos. Utilizando-se deste princípio o direito registrou que todos possuem direito a vida e que a violência para com seu semelhante poderá resultar em punição.

Entretanto, existem algumas morais que não são registradas no direito talvez por serem supérfluas demais como o hábito de se fazer filas para ser atendido ou ainda de realizar festas de aniversário para homenagear um ente querido. Fato é que o direito está também em constante transformação, anulando alguns de seus preceitos, editando outros e principalmente criando mais direitos. Exemplo deste último fenômeno é o direito cibernético que veio para estabelecer regras e deveres para os usuários da internet baseados em princípios constitucionais e respeito com outrem como ocorre na forma de interação física como não caluniar e difamar, o direito da livre expressão vedado o anonimato entre outros.

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Um diálogo entre moral e direito não tem fim já que se passa por constantes transformações, no entanto, o final de cada conversa entre eles necessariamente deverá se chegar a um resultado e diferentemente de duas pessoas com opiniões diferentes que não concordam em nada em seus argumentos e que não se chega a lugar nenhum, a moral vai expor sua #Opinião, o direito concordará ou discordará já que também possui opinião própria, ambos discutirão seus pontos contraditórios que provavelmente serão repetidos em outra ocasião e utilizarão seus pontos em comum para se fazer o registro final estando assim mais atualizados dos direitos baseados em princípios morais para um sociedade.

Como numa conversa saudável, pontos serão discutidos, uns discordados e outros aceitos e se chegará a uma conclusão aceita pelos dois. #Justiça #Direitos Humanos