Os Jogos Olímpicos de 2016, na cidade do Rio de Janeiro, não conseguem ter a unanimidade em quase nenhuma frente, pois são várias as notícias que vêm sendo veiculadas sobre os mesmos e que acabam provocando a preocupação e consternação por parte das autoridades, delegações de atletas e o público em geral. São acusações de obras superfaturadas e mal acabadas do Centro Olímpico; segurança reforçada contra a violência urbana de uma cidade como o Rio e também contra possíveis chances de ataques terroristas, e, por último, mas não menos importante, o momento de turbulência política que o país atravessa com a ascensão ao poder do presidente interino #Michel Temer.

Publicidade
Publicidade

Justamente nesse item que Alejandra Benitez, atleta esgrimista da vizinha Venezuela, que se define como “política, mulher e de esquerda”, manifesta a sua opinião de intolerância contra a pessoa de Temer, a quem chama de “golpista”. 

Benitez é uma das personalidades esportivas mais conhecidas de sua terra natal, que conforme informações do jornal Folha de São Paulo, se faz presente para a sua 4ª Olimpíada; entretanto, pensa em uma forma de repúdio contra Temer a quem classificou de antidemocrático. 

A linda esgrimista venezuelana disse lamentar, uma vez que queria passar diante das tribunas do estádio do Maracanã e ver sim a #Dilma Rousseff e não Temer na abertura oficial dos jogos. Alejandra reitera que o interino não receberá uma única saudação dela. Ela disse ainda que não sabe como os outros venezuelanos irão se portar, mas que ela certamente não esboçará nenhum cumprimento a pessoa de Michel Temer. 

“Eu sou pela democracia e pela justiça.

Publicidade

Queria ver a Dilma, e não vou a saudá-lo (a Temer)”, reiterou a atleta da Venezuela que também confirmou ser fã do ex-presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e do Uruguai, José Mujica. 

Há componentes claros de machismo e autoritarismo, segundo a atleta, no afastamento da presidente eleita democraticamente, Dilma Rousseff, e o mesmo acontece no universo esportivo com a inferência negativa dos gestores nos esportes que consideram as mulheres como meras acompanhantes e que os homens são as figuras principais. 

Por outro lado, Alejandra Benitez fez questão de demonstrar a sua simpatia ao povo brasileiro, ao dizer que os habitantes daqui são receptivos e hospitaleiros, fazendo com que ela se sinta como se estivesse na sua própria casa, onde ela está sendo bem tratada em todos os quesitos com os nativos querendo sempre ajuda-la. 

Além de esportista renomada, Benitez já foi ministra do Esporte entre os anos de 2013 a 2014, no governo do também controverso presidente venezuelano Nicolás Maduro, e ainda foi deputada através da legenda do Partido Socialista Unido do seu país. #Rio2016