Casos de erro médico batem recorde no Brasil. O crescente número de busca por cirurgias plásticas, somado às inúmeras novas faculdades que são inauguradas no país e a falta de fiscalização adequada, contribuem significativamente para o registro de casos de erro médico. Não bastassem os problemas internos, tantas outras faculdades de qualidade duvidosa instaladas em diversos países da América Latina exportam para o Brasil profissionais com má formação que somente engrossam as alarmantes estatísticas.

Os preços cada vez mais baixos, condições de pagamento a perder de vista e a displicência do consumidor ao confiar um procedimento cirúrgico a determinado profissional, sem que se tenham tomado  as devidas precauções, também refletem uma importante causa no elevado número de procedimentos defeituosos.

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O judiciário registra números impressionantes de processos que se iniciam. Faculdades de Direito oferecem cada vez mais cursos de especialização em Direito Médico, pretendendo formar advogados capazes de atuar com maestria nestas ações.

Os processos que tratam de erro médico que chegaram ao STJ subiram 82% entre 2010 e 2014 com 474 casos. Em 2016 são 351 até julho. Nos tribunais paulistas, praticamente 4 casos por dia são iniciados, com aumento de 19% em 2015 com relação a 2014.

Como evitar ser vitimado pelo erro médico

Os médicos ainda guardam grande prestígio perante a sociedade. São tidos como os mais importantes profissionais, uma vez que tratam da vida alheia.

Por conta deste sentimento de confiança e prestígio, muitos consumidores deixam de tomar os devidos cuidados quando procuram por um médico que ainda não conhecem ou são submetidos aos procedimentos administrados pelo SUS que não lhes dão essa possibilidade.

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Por vezes, o paciente sequer sabe o nome do profissional.

Quando se trata de procedimentos estéticos, o consumidor deve adotar comportamento preventivo, buscando informações com outros pacientes e principalmente realizando pesquisa no sistema judiciário sobre eventuais processos de erro médico que envolva o nome do profissional que pretende contratar.  Também é possível consultar os Conselhos Regionais de Medicina em busca de procedimentos administrativos existentes.

Somente após exaustiva pesquisa, certificando-se o consumidor de todos os meios possíveis, devem contratar o serviço daquele profissional. #Justiça #Saúde