Fundada em 1977 no Rio de Janeiro, a #Igreja #Universal do Reino de Deus é um verdadeiro fenômeno. Com presença em mais de 200 países, essa igreja evangélica é dona de um partido político, da segunda mais importante estação de televisão do Brasil, de várias estações de rádios, e um dos nossos sites de notícias mais populares, o R7. Só no Brasil, há 7 mil templos. O The Economist, uma vez descreveu-a como uma igreja "baseada em resultados", porque sua estratégia consiste em reunir o rebanho com a promessa de intervenção divina em troca de dinheiro.

De acordo com o ex-bispo, a instituição financiou uma parte de suas operações na Europa, através de um esquema de uso de dinheiro ilegal no exterior.

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A informação foi revelada pela repórter Marina Dias, do jornal Folha de São Paulo. De acordo com sua reportagem, Alfredo Paulo Filho, 49 anos, afirma ter sido responsável pelo ramo Português da igreja, entre 2002 e 2009, e de ter também atuado como o principal assessor do bispo Edir Macedo, fundador e líder da instituição religiosa.

Por contas pessoais de Paulo filho, a Universal enviou dinheiro a Europa usando uma rota clandestina através da África. O dinheiro foi levantado em Angola, e levado em carros para a África do Sul, e depois mudou-se para sua casa em Portugal, através de jatos particulares. Uma vez na Europa, o  dinheiro era convertido em Euros e enviado, aos poucos, em todo o continente. Alfredo era um bispo de alto escalão na Universal até 2013, quando foi pego traindo a sua esposa com prostitutas.

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Depois desse episódio, ele foi transferido para trabalhos burocráticos de pouca importância em comparação com sua posição anterior. Paulo Filho diz que não tem documentos para confirmar suas declarações, além de seu próprio testemunho.

Controvérsias

Este é apenas o mais recente de uma longa linha de acusações contra a Igreja Universal. Em 1992, Edir Macedo, seu fundador, foi preso por 11 dias sob acusações de charlatanismo e peculato, embora as acusações acabaram por ser retiradas. Em 2009, Macedo foi acusado, juntamente com outras nove pessoas, também ligada à igreja, por várias acusações de lavagem de dinheiro. Outros encargos foram pressionados dois anos mais tarde, também acusando Macedo de lavagem de dinheiro dado por seus membros.

O bispo ainda não foi condenado. Macedo e sua Igreja têm sido acusados de lavagem de dinheiro, crimes fiscais, engajar-se em processos fraudulentos, discriminação religiosa e abuso de poder, uma lista impressionante para um líder religioso. Em 2005, um juiz brasileiro censurou um dos livros de Macedo sobre as religiões de origem africana, devido a seu "conteúdo cheio de preconceitos". Mas uma vez, porém, o Bispo saiu como vencedor no final, o Tribunal Superior considerou tal ação a ser uma violação ao direto de Macedo à liberdade de expressão. #Corrupção