Obstinação é a palavra mais adequada para definir o que faz um atleta chegar ao pódio olímpico. Superar obstáculos parece ser o caminho natural para atletas do mais alto nível de competição. Mas muito mais do que se dedicar a um esporte, estes heróis precisaram vencer o próprio destino.

Rafaela Silva: ouro no judô

A menina que nasceu na favela Cidade de Deus foi descoberta aos 7 anos no Instituto Reação, criado pelo do ex-atleta Flávio Canto, com o intuito de tirar crianças da rua. Depois de ser eliminada na Olimpíada de Londres, há 4 anos, ainda teve de enfrentar ofensas racistas. Deprimida, chegou a abandonar os treinos, mas graças ao apoio do pai e dos profissionais voluntários do Reação, deu a volta por cima e, antes da conquista olímpica, se tornou campeã mundial de judô.

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Rafaela declarou que "É só a vontade, a garra e a determinação que você tem dentro de você", como se isso fosse pouco.

Isaquias Queiroz: prata e bronze na canoagem

Baiano da pequena Ubaitaba, começou na canoagem pelo projeto social Segundo Tempo. Isaquias perdeu um rim aos 10 anos, mas afirma que nunca deixou "esta dificuldade" atrapalhar seu rendimento. Com o fim do projeto, foi treinar no Rio e em São Paulo. Depois de vários títulos conquistados, somente em 2015 pode começar a viver do esporte. Sempre buscando a medalha de ouro, as conquistas de uma prata e um bronze nem por um momento tiraram o sorriso de seu rosto. Ele ainda pode ser tornar o primeiro brasileiro a ganhar três medalhas em uma única Olimpíada.

Diego Hypólito: prata na ginástica artística

Diego tinha tudo para desistir.

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Depois de dois fracassos, em Pequim 2008 e Londres 2012, várias lesões sérias e de ter ficado um ano sem clube para treinar e sem salário, o ginasta precisou vencer uma depressão profunda. Com o apoio incondicional da família se reergueu e, ao comemorar a prata nos #Jogos Rio, anunciou que na próxima Olimpíada estará competindo.

Thiago Braz: ouro no salto com vara

O brasileiro que hoje é recordista olímpico no salto com vara, foi abandonado pela mãe aos 3 anos de idade. Os avós, que o criaram, contam que ele passou vários dias com uma mochila pronta, esperando pela mãe que nunca voltou. Em 2014, Thiago precisou superar uma grave lesão para continuar no esporte.

As dificuldades vividas por estes e muitos outros atletas, os tornam exemplos para todas as pessoas. O que eles mostram com suas trajetórias é que para chegar a uma vitória, é preciso conviver com a dor, o fracasso e com inúmeras derrotas. Mais ainda, mostram que a vitória sempre será mais importante.

  #Olimpíadas #Rio2016