Logo mais, o Senado reunido como órgão judiciário deverá confirmar o impeachment da presidente #Dilma Rousseff por ampla maioria. O processo, que vem sendo chamado por diversos órgãos, juristas e instituições de "golpe" assume cada vez mais as características de um: a presidente deverá ser condenada sem que haja consenso sobre dolo cometido por ela, considerando que até o Ministério Público Federal descartou responsabilidade dela nas pedaladas e a perícia do Senado descartou dolo nos decretos.

Desde o princípio do processo, a base da então presidenta Dilma avalia que o #Impeachment foi aceito por Cunha por um desvio de finalidade e que ele teria aceitado por vingança, visto que três deputados do PT no Conselho de Ética negaram-se a lhe absolver.

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O processo seguiu, com mandados ao Supremo para que se pronunciasse sobre o rito. A votação da admissibilidade pela Câmara foi um dos espetáculos mais grotescos da nossa história política, pois os legisladores votaram por quase tudo, menos por crime. Viu-se claramente a parcialidade do processo.

Chegado ao Senado, o impeachment ganha um ar de ponderação por parte dos membros da Comissão, apesar das investidas da defesa contra o relator, membro do mesmo partido que contratou uma advogada para elaborar um parecer e entrar com o pedido na Câmara. Aceito pelo Senado, Dilma foi afastada. Poucos dias antes, Eduardo Cunha havia sido afastado pelo Supremo, a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Falta ainda um ato ao "teatro" do golpe: sim, teatro. Porque um Congresso com 60 por cento de envolvidos em problemas com a Justiça vai condenar uma presidente por supostas infrações orçamentárias, cometidas também por pelo menos dois presidentes antes dela e por milhares de prefeitos e governadores em todo o país. 

Mas, voltando ao "teatro", o último ato que ainda falta é a absolvição de Eduardo Cunha.

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Marcada para o próximo dia 12, uma segunda, a sessão de votação do processo poderá não ter quórum suficiente para tal. Se Eduardo Cunha escapar, apesar de toda a vastidão de provas que o incriminam, não há prova maior de que a presidente foi removida por interesses outros, principalmente de seus juízes, envolvidos até o pescoço em corrupção.