Nos Estados Unidos, um homem invadiu a delegacia de polícia e tentou agredir um policial, no entanto, o mesmo não contava com o preparo do oficial ao conseguir imobilizá-lo e detê-lo, e acabou levando uma surra do mesmo. Provavelmente o agressor pagará com uma pena severa pelo ato cometido. 

No Brasil, o ato seria considerado abuso de autoridade? A pergunta que sempre fica é se os policiais brasileiros estão devidamente preparados para lidar com essas situações e se o nosso sistema jurídico é capaz de comportar todos esses infratores.

A diferença entre a nossa tropa e a deles começa na composição. A polícia americana é mais enxuta.

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Existem poucos níveis de hierarquia entre os cargos, o que diminui todo o aparato burocrático enfrentado por nós. Outra diferença é que a polícia por lá é municipal, enquanto a nossa é estadual, o que acarreta em um número de policiais per capta muito menor no Brasil quando se analisa proporcionalmente.

Aqui, apesar de um iniciante na polícia receber um ano de treinamento antes de ser efetivado, contra apenas seis meses de treinamento praticado nos EUA, parece haver uma diferença no preparo entre elas ao lidar com situações mais complicadas. Além disso, o salário dos brasileiros não é muito convidativo para realizar um trabalho que exige tanto empenho, cerca de R$ 3.000,00.  

Outra diferença é a severidade com que são tratados os casos aqui e lá, o que é também reflexo do nosso sistema judiciário, que possui brechas para que bandidos sejam liberados, que têm a burocracia como um ponto limitador.

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Determinados processos levam vários anos até que sejam devidamente julgados, e os responsáveis condenados. Além de que lá existem leis que não existem aqui, como a prisão perpétua.

Há também uma discrepância cultural em relação à violência e a maneira como lidamos com ela. Vivemos em um país muito mais violento e com índices de criminalidade e desigualdade social altos, muito diferente do que acontece nos EUA. Além do mais, os norte-americanos carregam como aspecto de sua cultura a força, a coercitividade, a guerra, o armamento de uma maneira muito mais presente e cotidiana do que nós. A pergunta que fica é: como conseguiremos chegar lá, para controlar a violência de maneira eficaz?

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#Curiosidades #Casos de polícia