Segundo um texto do filósofo John Rawls (1941-2003), o Imperativo Categórico do filósofo alemão Immanuel Kant (1724-1804), é uma ideia da razão e é um princípio que se aplica a todos os seres razoáveis e racionais. Seres razoáveis são seres finitos que podem e tem alguma necessidade, pois, por ter essas mesmas necessidades, têm que se ater a um imperativo para dar uma ordem moral.

Só que, para Kant, essa ordem moral é uma ordem universal que serve tanto para seres finitos, como para Deus, para os anjos e ser existir, para seres extraterrestres de algum outro canto do universo. Não tem escapatória. O imperativo categórico vai nos dar uma espécie de “rumo” moral dentro da premissa do nosso dia a dia.

Publicidade
Publicidade

A máxima de Kant diz para agir somente, segundo uma máxima tal, que possas querer ao mesmo tempo que se torne lei universal.

Podemos concluir, sem dar margem a nenhum erro, que algumas atitudes acontecem graças a essa máxima. O “jeitinho” que nossa #Sociedade mais gosta, somente obedece ao que fizeram a muito tempo atrás e que enraizou como cultura. Exemplos temos inúmeros, como esse vídeo do cadeirante Valdir Timóteo Leite:

 

Conforme o vídeo, se alguém não parasse em uma vaga de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida (como os idosos), não se tornaria algo tão corriqueiro, que não existe nenhum ato ético aí. Ou na #Política que tiram das pessoas com deficiência o que está previsto em lei como a consulta residencial, como relatado nesse vídeo:

Nesses exemplos podemos ver que a ética kantiana não é seguida porque o agente não tem intenção de que aquilo traga algo ao demais, e sim, somente enxerga aquilo que beneficia ele próprio dentro de uma perspectiva individualista.

Publicidade

Por que, o agente, deveria não parar em uma vaga se na essência, o agente tem o direito de parar onde desejar?

Mas a regra social não é bem assim. A democracia não é o acúmulo de direitos (que todos gostam de reivindicar), porque se pensarmos além, pode ser visto que é de muito mais deveres. Esses deveres que fez o ser humano viver em sociedade por muito tempo, porém, muitos deles foram deturbados em algumas ocasiões, por quem detivesse o poder. O que Kant chamou de “tutores”.

A sociedade do espetáculo não tem ética, muito menos moral. São religiosos até onde seus conceitos cabem, ou aonde entendem e se sentem confortáveis. Se acredita em alguma ideologia quando se agarram em esperanças vis, ou quando seus “heróis” os decepcionam. Onde está a ética quando tem que respeitar uma simples vaga ou tirar uma resolução tão importante quanto a consulta residencial? Quando não se tem nem segurança, nem saúde, nem escola e nem o direito de viver como queira?

Qual poderia ser a ética brasileira? #ética