Na noite deste domingo (07), a Seleção Olímpica Brasileira masculina jogou a sua segunda partida pelo torneio de futebol dos Jogos Olímpicos. O adversário foi a modesta seleção do Iraque no Estádio Mané Garrincha em Brasília. Assim como já havia acontecido no primeiro jogo contra a África do Sul, na quinta-feira passada, a atuação foi medíocre e o placar de 0 a 0 se repetiu. 

Em vários momentos da partida contra o Iraque, os milhares de torcedores presentes ao estádio vaiaram os jogadores, especialmente #Neymar e Gabriel Jesus. Mais do que isso, muitas vezes o nome da jogadora Marta, da Seleção Olímpica Brasileira feminina, foi cantado pelos torcedores, pois as meninas também já jogaram duas partidas, mas venceram ambas, sendo uma delas contra a Suécia, de goleada. 

Ao final do jogo foi possível observar nas redes sociais várias charges e vídeos fazendo uma comparação irônica (memes) entre Marta e Neymar.

Publicidade
Publicidade

A imprensa que cobriu o confronto entre Brasil e Iraque ficou bastante contrariada com o atacante do Barcelona que passou pela zona mista com fones de ouvido e sem falar com ninguém. 

Essa postura dentro e fora de campo faz coro aos que defendem a ideia de que a Seleção Masculina não possui uma liderança dentro de campo. Inclusive o próprio estilo de jogo de Neymar não reflete um futebol solidário, mas sim de um craque que carrega muito a bola, tenta muitos dribles e joga mais para si do que necessariamente para os companheiros. 

Antes dos Jogos Olímpicos, parte da imprensa produziu algumas matérias atribuindo a Neymar adjetivos como "presidente" da #Seleção Brasileira, destacando ascendência junto aos seus companheiros e sua postura como líder. 

Porém, quem observa os jogos da Seleção Brasileira, em momento algum vê o craque do Barcelona chamar um companheiro de equipe para dar alguma orientação ou sugerir alguma jogada.

Publicidade

Nos momentos de dificuldade, menos ainda. Ninguém jamais viu Neymar incentivar um colega dentro de campo após este errar um jogada ou ser vaiado pela torcida.

São essas pequenas coisas que forjam um líder de fato e de direito, a exemplo do que fazia o Dunga quando era capitão da Seleção Brasileira na década de 90, por exemplo. Pode-se questionar a qualidade do futebol e a forma truculenta de ser do capitão do Tetra, mas ninguém nega sua liderança reconhecida inclusive por craques como Romário, Mauro Silva e Bebeto, entre outros. 

Já a liderança do Neymar se resume aos ambientes de baladas e outros eventos festivos. Não é um jogador com poder de "sacudir" o vestiário quando as coisas estão ruins. Na dificuldade, ele se omite como fez neste domingo, evitando inclusive qualquer contato com a imprensa, atitude que não condiz com a sua posição de capitão do selecionado brasileiro. Nesta função tem que "dar a cara a tapa." Não é apenas para o bônus, mas muito mais para o ônus. 

Um líder não necessita ser exatamente o jogador mais técnico da equipe, desde que tenha personalidade para isso e seja respeitado pelos seus companheiros.

Publicidade

Na atual Seleção Olímpica de Futebol masculino, parece não existir essa pessoa. Neymar é apenas uma figura decorativa como capitão e líder.  #Olimpíadas