O preconceito racista contra atletas nas redes sociais, durante as olimpíadas, está bem escancarado. Um exemplo disso é o caso da judoca Rafaela Silva, primeiro ouro do Brasil, que foi chamada de “macaca” nos jogos de Londres, em 2012.

Outra atleta alvo de agressões machistas, a nadadora Joanna Maranhão, recebeu uma enxurrada de críticas e ataques por se posicionar contra a redução da maioridade penal, criticar figuras políticas e defender a presidente afastada Dilma Rousseff.

A imprensa também já noticiou casos de preconceito no futebol, como aconteceu com Neymar, Gabreiel Tiné e Daniel Alves – e isso sem contar com personalidades do meio artístico e até jornalistas que, recentemente, se tornaram alvo de ofensas racistas.

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O que podemos observar disso tudo é que ferramentas como Twitter e Facebook se tornam armas potencialmente perigosas quando usadas de maneira errada para disseminar o ódio.

Após 20 anos de internet, o Brasil já sucumbe diante dos mais escabrosos crimes promovidos pelas redes sociais, que vão desde insultos racistas a práticas de pedofilia, levando a população a exigir mais rigor da polícia nas investigações.

Autoridades da área jurídica, especialistas e políticos são pressionados e já propõem trabalhar mais intensamente para encontrar uma maneira de diminuir os altos índices de denúncias que, entre os anos de 2012 a 2014, aumentaram em 500%.

A advogada especialista em direito digital, Gisele Truzzi, disse que a Justiça já conta com o Decreto 2.848/40 para punir crimes em redes sociais, e, de acordo com os agravantes: calúnia, injúria ou difamação, o acusado pode pegar de três meses a um ano de detenção.

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‒ O Código Penal já define inclusive aumento de pena quando o crime for praticado na presença de várias pessoas – explicou Gisele.

Embora a Justiça tenha empregado esforço para punir os responsáveis pelos crimes virtuais, há de se convir que o avanço ainda é muito pequeno quando comparado ao alto índice de vítimas que procuram as delegacias para denunciar essas agressões. #Comunicação #Rio2016 #A Regra do Jogo