Pela primeira vez na história das investigações da #Lava Jato um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) é citado entre as delações premiadas. O ministro citado é Dias Toffoli, e,segundo a capa da revista Veja, intitulada de: "Empreiteira delata ministro do supremo", não passa de uma especulação midiática fundada em trechos da delação de Léo Pinheiro, executivo da empreiteira OAS.

Revista Veja tenta incriminar Dias Toffoli em capa polêmica

A revista é conhecida em todo país por sua parcialidade e por criar reportagens sem fundamento algum, visando denegrir a imagem de políticos e de qualquer pessoa que a revista Veja entenda que possa ser uma boa capa.

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A Veja já foi condenada, inclusive, por propagar notícia falsa em suas capas polêmicas.

Como de costume na Veja, uma capa foi montada em cima da imagem do ministro, mas o conteúdo da reportagem é completamente diferente. O ministro foi citado na delação de Léo Pinheiro, preso há quase um ano e condenado há mais de cinquenta anos de prisão. O executivo prestou depoimento, que ainda não foi homologado e a revista Veja teve acesso exclusivo, a mais um vazamento seletivo das investigações da Lava Jato. 

Outro ponto questionável é o teor da entrevista que cita como o ministro foi lembrado pelo executivo da OAS. Segundo informações divulgadas pelo site de notícias Jornalggn, a menção do ministro na delação foi referente a uma indicação de Léo Pinheiro. O executivo indicou ao ministro uma empresa de impermeabilização.

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A revista Veja apenas menciona que o nome do ministro foi citado por Léo Pinheiro, sem nenhuma menção a repasses ou propinas relacionadas aos contratos da empreiteira OAS. A capa da revista foi amplamente divulgada nas redes sociais, na tarde desta sexta-feira (19).

Aécio Neves foi delatado por Léo Pinheiro por recebimento de propina referente à cidade administrativa em BH

Ao contrário do ministro, quem não está bem após a delação de Léo Pinheiro é Aécio Neves (PSDB-MG). Vários trechos da delação de Léo Pinheiro foram vazados, e, segundo o portal de notícias Brasil247, será capa da Folha de São Paulo, neste domingo. O executivo contou, em detalhes, como funcionou o esquema de propinas da cidade administrativa, construída em Belo Horizonte-MG. Segundo Léo Pinheiros, Aécio Neves recebeu 3% do valor da obra que custou 1,3 bilhão de reais, e o repasse era feito através do presidente da Codemig, Oswaldo Borges da Costa, que também é dono do avião que Aécio Neves utiliza para suas viagens. #Justiça #Investigação Criminal