Muito se falou, nos últimos meses, sobre as #Olimpíadas Rio 2016. Opiniões favoráveis ao evento defendem o legado que ficará para a história e para a cidade do Rio de Janeiro.

Opiniões contrárias afirmam que todo o valor financeiro investido na realização dos jogos olímpicos deveria ser empregado na saúde e educação. Mas o que há de verdadeiro em toda essa discussão?

Sabe-se que esse evento não foi organizado da noite para o dia. Na realidade, quando a cidade do Rio de Janeiro apresentou sua candidatura como “Cidade-sede” dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016, e foi escolhida em 02 de outubro de 2009, os responsáveis e os torcedores comemoraram juntos.

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Todos deveriam saber que muito investimento necessitava ser feito na infraestrutura da cidade, e que seria preciso mexer com a rotina do carioca. Seria uma corrida contra o tempo até que tudo atendesse o padrão de exigências do Comitê Internacional.

Mas, como em qualquer previsão orçamentária para obras (mesmo quando realizamos obras domésticas), os valores fugiram das cotações iniciais. E iniciaram-se as polêmicas discussões.

É preciso ser coerente ao analisar os detalhes. Se o Rio de Janeiro não fosse escolhido para sediar os Jogos Olímpicos haveria todo esse investimento na cidade? Poderíamos afirmar que o valor investido em razão dos Jogos Olímpicos seria revertido em investimentos na saúde e na educação?

O que pode-se afirmar verdadeiramente como legado das Olimpíadas e Paralimpíadas 2016, além das alegrias proporcionadas pelas medalhas conquistadas em algumas modalidades esportivas, são:

- a geração de empregos temporários nas obras e nas empresas participantes desses eventos;

- 28 mil alunos da rede municipal de ensino do Rio de Janeiro beneficiados pelo Programa de Educação do Comitê Rio 2016 – o Transforma, que leva os valores Olímpicos e Paralímpicos para as escolas;

- um alinhamento com a sociedade civil, em busca de acessibilidade, proteção da criança e do adolescente, transparência, diversidade e inclusão;

- promoção de intervenções artísticas, representando e divulgando a diversidade cultural brasileira;

- compromisso de sustentabilidade, com a proteção da fauna e flora locais e o cuidado com a emissão de gás carbônico;

- 160 locais de treinamento em 18 estados do Brasil;

- além de todas as obras realizadas na cidade do Rio de Janeiro.

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Apesar de todas as dificuldades enfrentadas, pode-se afirmar que nos restará um legado positivo, o qual poderá ser notado pelas gerações futuras. #Rio2016