Século 21, uma onda de terror devasta todos os cantos do planeta numa escalada de violência e medo sem precedentes na recente história. Medo que se instalou em lugares históricos e turísticos, onde a alegria, diversão e cultura deram lugar ao pavor. Em qualquer atentado nossos pensamentos se voltam para grupos extremistas como o Estado Islâmico, #Boko Haram e o Talibã, que usam a violência sem limites como marca, e nos fazem reféns desse medo. Abu Bark Al-Baghdadi, fundador do E.I., tem sua cabeça a prêmio por 10 milhões de dólares. A 2ª maior recompensa oferecida atualmente.

O terror se espalha pelo mundo

O Iraque, berço da humanidade, é um dos países que mais sofrem com o terror. Em março, na cidade de Al Iskanderiyah, um homem-bomba causou a morte de 29 pessoas e feriu 60, durante uma partida de futebol. No início de julho, final do Ramadã, mês sagrado para os muçulmanos, outro atentado no Iraque: um caminhão-bomba vitimou 308 pessoas.

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A Síria também sofre com o terrorismo. Atentados orquestrados com carros-bomba mataram 184 pessoas em áreas sob o controle de Bashar al-Assad, presidente do país, que enfrenta uma guerra civil e o terror do #Estado Islâmico. O Afeganistão, considerado um dos países mais perigosos do mundo, trava uma luta árdua contra o Talibã. Prédios públicos foram atacados em abril tendo como resultado 64 mortos.

No Paquistão, única república islâmica a possuir armas nucleares, o Talibã também mostra as garras do terror: 72 pessoas morreram em um atentado em Lahore, a 2ª cidade mais populosa do país. Na África, o grupo Boko Haram, que significa “a educação ocidental ou não islâmica é um pecado”, deixa as profundas marcas do terror. Um ataque à pequena comunidade de Dalori, próximo a Maiduguri, capital e maior cidade do estado de Borno, na Nigéria, deixou 86 mortos.

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A rede de TV Al-Jazeera, do Catar, noticiou que várias crianças foram queimadas vivas neste ataque.

Quem combate o terror acaba virando alvo

Países gigantes como Estados Unidos, França, e seus aliados começaram a travar uma guerra intensa contra o terror, principalmente contra o E.I., e acabaram se tornando seus principais alvos. Nos Estados Unidos, em junho, um atirador identificado como Omar Saddiqui Mateen matou 49 pessoas, feriu 53 e acabou morto pela polícia. O fato ocorreu em uma boate LGBTS em Orlando, Flórida, onde estão pontos turísticos como os parques temáticos “Universal Orlando Resort” e o “Sea World Orlando”.

Em Bruxelas, capital da Bélgica, aconteceram 2 atentados em março. Os alvos foram a estação de metrô Maelbeek e o Aeroporto Internacional de Zaventem, deixando um saldo negativo de 34 mortos e 200 feridos.

Na cidade de Nice, Riviera francesa, em uma barbárie impressionante, Mohamed Lahouaiej Bouhlel dirigiu um caminhão sobre uma multidão que comemorava a Revolução Francesa, matando 84.

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Em julho, um jovem de 17 anos atacou a machadadas e facadas passageiros de um trem na Baviera, Alemanha, matando 5 pessoas. Outro de 18 anos abriu fogo contra várias pessoas, matando 9 e ferindo 35.

Na França, 2 homens fizeram como reféns religiosos da igreja de Saint-Etienne-du-Rouvray, que culminou com a morte do padre Jacques Hamel, de 84 anos, e 3 feridos, sendo 1 em estado grave.

Em Cabul, no Afeganistão, 2 membros de Estado Islâmico explodiram seus cinturões em uma passeata matando 80 pessoas e ferindo 230.

A Turquia, vizinha do conflito na Síria e no Iraque, é um alvo frequente. Em junho, atiradores invadiram o aeroporto de Istambul e mataram 44 pessoas.

Medo durante os Jogos Olímpicos

Estamos a poucos dias da abertura dos Jogos Olímpicos Rio-2016. Todas as providências estão sendo tomadas pelas autoridades. Mas o medo de um #Ataque Terrorista se faz presente. O Rio de Janeiro, que já tem em seu dia-a-dia um histórico de violência, passa a conviver com o medo do terror. Nossa torcida é para que tudo transcorra da melhor maneira possível e que possamos nos lembrar dessa como tendo sido a maior Olimpíada de todos os tempos, e só por isso.