O General Castelo Branco, primeiro presidente do período ditatorial, como primeira ação autoritária, dissolveu os partidos políticos e estabeleceu a eleição indireta. Consumava-se, ali, um verdadeiro ataque à democracia, com restrições sérias à liberdade de expressão. Os únicos dois partidos então autorizados, um representava a situação (ARENA) e o outro a oposição (MDB), mas uma oposição amordaçada, controlada pelo poder militar.

Do ponto de vista econômico, viveu-se o período conhecido como o "milagre econômico" (1968-1973), devido ao PIB que atingiu altos índices.  Como todo crescimento muito rápido, teria que deixar um rastro perigoso, e foi o que aconteceu.

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Apesar de, inicialmente a inflação ter sido reduzida, a dívida externa se acumulou empurrada pelos choques do petróleo e pela falta de questionamentos da sociedade reprimida cultural e politicamente.

Os dois partidos permaneceram até 1979, quando a ditadura militar iniciava sua retirada. Ficou entretanto, um rastro de inconsciência e alienação na sociedade. O surgimento de novos partidos através da Lei nº 6767, teve como objetivo dividir a oposição, a qual crescia nas hostes do MDB. Mas o pluripartidarismo não teve o condão de garantir a opção livre e lúcida dos brasileiros.

Historicamente, verifica-se, no Brasil, a existência de partidos frágeis, sem identidade própria, constituídos com base no interesse pelo poder, de indivíduos ou de grupos. Esse fato se reflete no #Comportamento dos eleitores que apesar das garantias democráticas, continuam reprimidos cultural e politicamente em razão do próprio mercado eleitoral que promove a alienação da sociedade.

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Parece que o brasileiro perdeu a capacidade de se indignar com a #Corrupção chegando mesmo a reverenciar corruptos aceitando-os como celebridades intocáveis. Nessas condições, sem lucidez para questionar a realidade e distinguir o certo do errado, não é possível vislumbrar e esperar um futuro mais digno para o povo brasileiro.

Vemo-nos às portas de uma nova eleição onde os eleitores elegerão seus representantes a nível municipal. As denúncias de corrupção ainda repercutem no cenário nacional, mas uma parte da população continua chorando as perdas irresponsavelmente. Claramente confundem o direito de #Manifestação garantido pela Lei Maior, com o desrespeito à ordem pública e investem na desordem.

Resta aos brasileiro lúcidos, o exercício da democracia apesar da maré baixa em termos de escolhas. E para exercer corretamente a democracia é preciso que o eleitor conheça os políticos e vote com a certeza de que está fazendo o melhor pelo país. Caso contrário, continuaremos politicamente e culturalmente reprimidos, feito um rebanho sem cérebro. E a corrupção permanecerá trazendo a vergonha para os brasileiros de bem.