#Domingos Montagner faleceu ontem de forma trágica, e neste momento o Brasil inteiro está triste e comovido. As perguntas que nos fazemos são: como será que está a esposa? E os filhos? E com as indagações, vem a seguinte exclamação: Coitados, são apenas crianças e já perderam o pai!

A dor de perder alguém que amamos nos transforma e muitas vezes não sabemos lidar com esse sentimento que nos inunda e enche nossos olhos de lágrimas.

A #Morte de Montagner trouxe para muitos sentimentos adormecidos em relação as perdas que temos na vida. Uma amiga confessou que, após o falecimento do avô que a criou como pai, sempre que sabe que alguém faleceu, seja conhecido por ela ou não, seus olhos derramam toda a emoção guardada.

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Outra chegou a confessar que sente remorso por não ter dado um beijo no esposo quando ele saiu para trabalhar, naquele maldito dia que ele nunca mais voltou.

Sinceramente não sei lidar com a perda! Sempre me comovo com livros, novelas e isso não seria problema algum se essas dores não me arrebatassem na vida real.

Confesso que sou fraca para as dores da vida, sou fraca ao assistir a tristeza alheia e sou muito fraca ao lidar com a morte. Mas ao mesmo tempo sou forte, muito forte, pois sempre me reergo, me reabilito. E não apenas eu, mas nós, seres humanos, somos assim: Fracos e Fortes se é que podemos assim ser.

Somos fracos ao perder alguém, mas quando nos deparamos com o sofrimento de alguém que amamos, nos tornamos fortes o suficiente para guardarmos nossas dores nos bolsos e cuidar da dor alheia, choramos o choro alheio e dessa forma vamos sobrevivendo ao turbilhão de emoções que vivemos em nosso cotidiano cheio de altos e baixos e desestabilizado.

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Choramos quando nosso cachorrinho tão pequeno e indefeso vem a falecer, quando nosso peixinho falece e quando um familiar, um amigo, uma pessoa querida, que às vezes nem conhecemos pessoalmente, nos deixa.

Essa dor é imensa e achamos que jamais passará, que as palavras de conforto que nos falam são em vão, mas a vida segue e um dia a dor, aquela imensa, dá lugar à saudade que vem todos os dias nos lembrar que temos que nos amar e fazer o bem, pois pode não existir um amanhã para nós ou para a pessoa amada.