Michel Temer, o novo presidente do Brasil, propõe uma administração conversadora em seu governo. Os cortes no orçamento (mesmo para as despesas de saúde e educação) e medidas de parcerias de negócios, como reformas da legislação laboral, parecem não chamar muita atenção do povo brasileiro. 

No entanto, Temer terá pouca dificuldade para aprovar seus projetos no Congresso, visto que sua atual legislatura é a mais conservadora desde 1960.

Mesmo que Temer tenha aprovado um aumento bilionário em salários para os juízes e promotores, sua administração diz apoiar medidas de austeridade na tentativa de equilibrar o orçamento federal do país.

Publicidade
Publicidade

Uma das medidas é um projeto de lei proposto pelo ministro das Finanças, Henrique Meirelles, de congelar o aumento do investimento público por 20 anos. 

As despesas do governo iriam aumentar tanto quanto as taxas de inflação, sem aumento líquido. Apesar de o Brasil não necessitar de austeridade, pode-se questionar o impacto positivo de um congelamento dos orçamentos de saúde e educação.

Assim que Temer retornar da China, onde ele está atualmente participando da cúpula do G-20, ele planeja pôr em movimento um programa de privatização de creches, prisões e hospitais.

Em relação aos pensionistas, a administração de Temer prepara um projeto de lei para reformar a segurança social e mudar as regras para a aposentadoria. Agora, as mulheres podem se aposentar após 30 anos de trabalho. Para os homens, a regra estabelece 35 anos de trabalho, ou 65 anos de idade. 

A ideia é criar uma idade mínima para a aposentadoria, que pode realmente ajudar a equilibrar o sistema de pensões. No entanto, o projeto não permite que as pensões sejam ajustadas anualmente de acordo com a inflação, o que poderia significar uma perda gradual de dinheiro para indivíduos aposentados.

Publicidade

O perigo de agitação pública influenciando #Reforma política e legislativa é muito real. O Brasil já introduziu a fundamental reforma do financiamento de campanha, mas é necessário que Temer tenha capacidade para realizar a reforma de forma indiscutível.

Por enquanto o governo está se concentrando em trazer a economia de volta aos trilhos. A austeridade fiscal deverá ser equilibrada com a necessidade de continuar os programas sociais do regime anterior. Como gerente do banco central de Lula, o atual ministro da fazenda, Henrique Meirelles, ajudou a transformar a economia do país em 2003. Agora o desafio é a reestruturação da Petrobras. #Crise econômica #Michel Temer