Com Dilma não vão embora apenas a jovem democracia e os direitos trabalhistas e previdenciários desse país. Com Dilma não vão embora apenas os programas sociais que retiraram o #Brasil do Mapa da Fome. Com Dilma vão embora não só os avanços nos direitos sociais e civis de Lula e Dilma, após pelo menos 28 anos de luta organizada dos movimentos feministas, de mulheres, da população LGBT, dos operadores da Cultura, dos negros e índios, dos sem teto, sem terra e dos trabalhadores. Com Dilma foi embora a soberania e o sonho de grandeza de um país com 206 milhões de habitantes e 8.514.876 km quadrados..

Graças à memória curta dos brasileiros o Brasil voltou ao passado de subserviência e exploração da pobreza.

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Graças ao estreitamento de visão de uns e esperteza de outros, na quinta maior economia do mundo venceram os zumbis amestrados, a quem não basta ser desinformado, não conhecer conceitos básicos do acúmulo da experiência humana e adotar revisionismos rasteiros, mas têm que se orgulhar da estupidez e exibi-la em tempo real, dando consistência ao emburrecimento arrogante típico da era do “facismo midiático”. Não deveria, mas entristece ver  tresloucados repetindo nas redes que Dilma e Lula quebraram o Brasil, pois sabemos das forças poderosas que operam sobre esses papagaios, e afinal o que é um país senão o conjunto de seu povo? Resignemo-nos, pois, a fazer parte dessa nação de cidadãos médios, inoperantes e manipuláveis e demos logo adeus ao nosso sonho de grandeza.

O Brasil não mais almejará desenvolver novas tecnologias, pois seus centros de pesquisas e universidades já podem vislumbrar o limiar do desmonte e sucateamento que viveram até a década de 90, já que o governo Temer não se demorou em garantir o congelamento dos recursos em educação.

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Adeus à nossa indústria naval que tinha voltado a ser orgulho para o Brasil, recuperada pelos governos Lula e Dilma, que em 2003 empregava apenas 2 mil trabalhadores, mas em 2014 já empregava mais de 80 mil. A retomada da IN podia ser conferida nos 26 estaleiros em operação no país, havendo ainda 11 estaleiros em implantação e 385 obras em andamento, com os vultosos investimentos na construção de plataformas, navios, sondas, petroleiros, e equipamentos, gerando desenvolvimento nas comunidades desse país de dimensões litorâneas continentais.

Adeus às riquezas do pré-sal com esse governo que claramente deseja inviabilizar o Fundo Social (PL 5940/2009) cuja finalidade é constituir fonte regular de recursos para a realização de projetos e programas nas áreas de combate à pobreza, educação, cultura, ciência e tecnologia. Se aprovado o PL 4567/16, de autoria de Serra/PSDB, estará extinta a garantia legal de que a Petrobras participe em, pelo menos, 30% de cada jazida do pré-sal que for explorada, e também retira da Petrobras a operação exclusiva desses recursos e as riquezas que poderiam ficar no Brasil irão para as mãos das grandes multinacionais.

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Adeus ao projeto de construir nosso primeiro submarino nuclear para garantir a guarda eficiente de nossos 7.491 km de litoral e nossas riquezas marinhas. Foi no governo petista que a Marinha recebeu recursos para traçar um plano de segurança de nossa “Amazônia Azul” de longo prazo: até 2047, o país teria 26 submarinos patrulhando sua costa. Em 2008, o governo firmou convênio com a França para a transferência da tecnologia do submarino Scorpène e construção reator para a propulsão nuclear do submarino, que estaria pronto em 2023. Em 2011, teve início a fabricação dos novos submarinos no estaleiro de Itaguaí (RJ). A nova geração de submarinos brasileiros deveria chegar aos mares em 2017, com isso, o Brasil entraria para o seleto clube dos países que dominam a tecnologia — China, USA, França, Inglaterra e Rússia, os 5 membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU. #Dia da Independência #Dilma Rousseff