No passado, antes da perpetração do fatídico golpe de 64, os políticos que conseguiam chegar à Câmara Federal e ao Senado, na sua maioria, tinham lastro. Eram pessoas com um vasto saber, geralmente jurídico e, salvo algumas exceções, de reputação ilibada. Por que isso mudou? Por que hoje tantos são os casos de corrupção em todos os setores da sociedade? Praticamente se inverteu a assertiva acima.

O Curso Superior não era para todos. Não quero dizer que nem todos devem ter o direito de cursar uma faculdade, acho que isso representa uma conquista da sociedade. Mas tenho absoluta convicção de que a forma como esse direito é "conquistado" tem algo profundamente errado.

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Qual é a prioridade? Deveria ser, no meu entender, aprender a pensar com qualidade, e proporcionar a todos a oportunidade de aprender).  

Mas, na realidade, a prioridade, hoje, é empurrar mais e mais alunos para os cursos superiores, pretendendo que o conhecimento seja adquirido por osmose, bastando, para isso, que o cidadão passe uns tempos sentado nos bancos das salas de aula.

Como isso começou a mudar? Quando os militares tomaram o poder, encontraram uma sociedade pensante, um corpo docente e discente atuante nas Faculdades, todas públicas, àquela época. Discutia-se sobre tudo: #universidade, política, ideologia, #Educação, saúde, segurança e tantos outros temas com base em conhecimentos cientificamente adquiridos. Mas isso era perigoso para quem tinha a intenção de amordaçar a população e torná-la refém. Então, o sistema educacional começou a sofrer um processo de implosão, a Educação foi mutilada e profundamente golpeada, ferindo aquilo que mais a caracterizava: a qualidade da formação do discente.

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Para essa nova "educação", não seria mais necessário um sólido saber; o diploma ao final seria suficiente. E começaram a se formar as pequenas e grandes marionetes do poder. 

Saímos do Golpe Militar depois de uma luta ferrenha, cuja bandeira da democracia era erguida nas mãos dos líderes que sobreviveram aos anos de repressão. Não se formaram líderes novos preparados e armados com conhecimentos filosóficos sólidos. A Filosofia tinha sido banida dos currículos escolares por questões óbvias, já que o conhecimento filosófico tem o condão de abrir as mentes para o mundo. Outros líderes surgiram oriundos dos movimentos sindicais, e como exemplo disso tivemos o Lula, triste produto desse processo.

Continuamos sem líderes de peso cultural e formação ética, as universidades jogam no mercado de trabalho, diariamente, jovens despreparados para ao exercício da cidadania. Por outro lado, o sindicato não qualifica seus líderes nem política nem ideologicamente. Como resultado, segundo Helder Molina (2008), os "líderes" sindicais se perpetuam na prática do fazer, e do acontecer "dentro de um desorganizado voluntarismo militante".

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Por fim, a prática dos resultados obtidos a qualquer preço custou muito caro à Nação, pois envolveu todo o organismo nacional num acintoso sistema de corrupção do qual não poderemos sair se não houver a absoluta consciência de que é nas escolas de todos os níveis que se hão de formar os cidadãos dessa pátria. A questão é: que tipo de cidadãos queremos?

.   #Lula