Segundo estudos da UNICEF,  estatísticas revelam que o abuso emocional, prejudica a autoestima e o otimismo, bem como potencializa a impulsividade. Levando ao entendimento que famílias frias, com pouca afetividade, mas que respeitam os filhos são mais saudáveis na educação, devido ao fato que adolescentes que sofreram maus-tratos familiares sofrem mais episódios de violência na escola, vivenciando mais agressões na comunidade e transgridem mais as normas sociais.

No caso que agitou a #Mídia recentemente, por exemplo, dos famosos atores Angelina Jolie e Brad Pitt, podemos entender que Angelina tem os seus motivos e que Brad os seus, mas a questão da educação é esfera íntima da #Família.

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Cada família tem seus padrões e se faz necessário o respeito, pois neste #Comportamento, de ética familiar, o alicerce se estabelece e todos se entendem como um só.

Conflitos ideológicos

Quando queremos estabelecer regras que não fazem parte do universo moral familiar, estamos infringindo uma lei que não pode ser ferida em sua existência, pois ao moldarmos uma família a um modelo esperado por quem não faz parte desta família, estamos descaracterizando  a mesma e estabelecendo valores de outros , como padrões a serem seguidos por quem não entende os mesmos como modelos de aferição.

Por este entendimento o casal deve ser institucionalmente solidário em sua interpretação e cumprir àquilo que está estabelecido por ambos, para norteamento familiar.

Quando existe divergência de valores e em consequência, condutas infratoras, que ainda não foram aceitas como regra, a desagregação se estabelece.

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Portanto é preciso harmonia nas ideologias que servem como modelos e a mudança de conduta, um objeto de parâmetro, a ser atingido por todos.

Bases institucionais

Assim funciona qualquer instituição cabendo aos que exercem a autoridade , na preservação das regras, disciplinar os erros e premiar os acertos.

Percebemos que no caso em questão, o casal, perdera a capacidade de diálogo, pois de certa forma houve da parte do filho, a proteção da mãe em detrimento do pai. Resta saber se o delito, que ambos discordavam na solução, era um agente desconstrutor dos valores familiares, ou apenas uma falha de caráter, que muito embora possa parecer ser educativo, ou degradador  do caráter dos filhos, pode esconder penas, a realidade  de incompatibilidade de convívio familiar, onde a retórica de proteção ao filho, esconde apenas o estopim da separação do casal.

O sofrimento silencioso

Filhos não gostam de presenciar a discussão de pais, mas pior que isto é presenciar a separação dos mesmos. Portanto por mais que ambos discordassem em valores de educação dos filhos, algo mais relevante está em questão, a unidade de se enxergarem como marido e mulher e daí a impossibilidade, da fase seguinte, que é o estabelecimento de regras na educação dos filhos.

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Fica a nossa decepção e o desejo, que ambos se perdoem e possam reavaliar seus conceitos de família, pois pior que concordar com as estatísticas das questões traumáticas familiares e traumas, devido aos complexos surgidos nos relacionamentos conflitivos, é o divórcio do casal.

A dor não é apenas dos pais, mas também dos filhos, que em silêncio terão de aceitar a decisão dos pais e refletir em seus valores familiares, quando estabelecerem suas famílias no futuro. Ficará sempre a realidade da derrota de todos, pois quando a questão é relacionamento familiar, quem ganha é sempre o que perde a discussão, pois posteriormente ambos percebem que a exaltação, só potencializa o orgulho próprio e nunca a abnegação e o compromisso em perpetuar o maior desafio familiar: Ver nos anos seguintes, os seus filhos continuarem o seu legado.