'#Velho Chico' termina na próxima sexta-feira, 30, com a marca da morte do ator Domingos Montagner, que fazia o protagonista 'Santo'. Não fosse isso, o folhetim teria passado completamente batido na história da TV brasileira. Com uma trama, no mínimo, macabra, misturando cultos e lendas locais à religião católica, a história supervisionada por Benedito Ruy Barbosa, por vezes, beirou o insuportável. Com cenas muito longas, o folhetim tentou se calcar apenas com a boa interpretação e a direção de imagens, extremamente primorosa e assinada por Luiz Fernando Carvalho. Não deu certo e difícil vai ser o telespectador que dirá que sentirá saudades do enredo. 

Em termos de audiência, 'Velho Chico' não é o maior fracasso de todos os tempos do horário.

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Nas últimas semanas, 'Babilônia', que também se perdeu bastante, conseguiu atrair menos atenção. Na média geral, a história também deve terminar melhor que 'A Regra do Jogo', que começou muito rejeitada pelo excesso de violência. No entanto, ambas essas #Novelas terão mais cenas lembradas do que 'Velho Chico'. É bom lembrar que nem mesmo a Globo queria o folhetim para o horário. Ele veio em um golpe de sorte, ou melhor de azar.

Na pauta do canal desde 2009, inicialmente, a novela entraria no ar no horário das 18h. Um dos atores cotados para ser Santo era Eriberto Leão, que acabou desistindo do personagem. Por conta do período eleitoral, 'A Lei do Amor', que até então se chamava 'Sagrada Família' e já estava no período de produção, acabou sendo adiada nove meses. Em compensação, Benedito Ruy Barbosa teve que trabalhar a toque de caixa, repique e tamborins.

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A hoje novela das nove teria somente seis meses e 45 minutos por capítulo. Ela foi aumentada para oito meses e capítulos acima de uma hora. O resultado foi o pior possível. Uma cena de 'Velho Chico' dura minutos, mesmo até que nem tenha falas. Em pleno 2016, ela só não foi um fracasso absoluto pela falta de concorrência, coisa que 'A Regra do Jogo' e 'Babilônia' tiveram de sobra com 'Os Dez Mandamentos'.