Não é a primeira vez que Mallone Morais grava vídeos em que se mostra favorável à #Pedofilia e à pornografia infantil. Em seu último vídeo, removido do YouTube após denúncias, ele defende um sujeito condenado, nos E.U.A., por estuprar a própria filha e diz que todo pai deveria educar sexualmente sua prole por meio do abuso. No passado, Morais foi preso por posse de pornografia infantil, mas solto mediante pagamento de fiança.

Segundo a revista Fórum, Mallone teria dito à RedeTV, ao recusar entrevista, que tinha laudo psiquiátrico por ser autista. A polícia ainda investiga se ele chegou a cometer abuso contra garotas com quem mantinha contato pelas redes sociais.

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É difícil encontrar palavras - e estômago - para tratar desse tema, mas a comoção em torno do caso traz à tona quais os limites entre o desejo pedófilo e a consumação do #Crime e mostra que ainda não sabemos como identificar o criminoso factual e muito menos como prevenir a ação desses indivíduos. E segundo especialistas, é impossível combater a pedofilia se não a entendermos.

Em primeiro lugar - talvez o passo mais difícil -, é necessário ter em mente que nem toda pessoa que apresente atração sexual por crianças vá consumar seus desejos e, por isso, há uma urgência para que psicólogos e psiquiatras se abram para o atendimento de quem assume esse tipo de atração. 

Os motivos de uma pessoa ser pedófila não foram completamente descobertos, mas pesquisas realizadas ao longo de mais de uma década pelo Dr.

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James Cantor, do CAMH (Centre for Addiction and Mental Health) indicam que se trata de algo tão arraigado quanto a orientação sexual, de cunho biológico e, portanto, identificável no cérebro. Muitas pessoas jamais vão revelar que são pedófilas, sendo assim, não existe um estudo preciso sobre quantos pedófilos existem no mundo; as estatísticas variam de 1% a 20% da população mundial.

A falta de pesquisas é justificada, por algumas instituições, pelo fator econômico atrelado ao tabu: se uma organização conduz um estudo sobre pedófilos pode passar a impressão de que, ao querer entendê-los, é empática a eles, o que levaria empresas a deixarem de contribuir com doações. Por outro lado, o médico que se recusa a tratar um pedófilo pode estar, inadvertidamente, contribuindo para que o crime seja efetivado, na medida em que não se empenha para trabalhar com o paciente e procurar evitar o pior. 

Em segundo lugar, nem todo indivíduo que estupra uma criança é um pedófilo, nem mesmo um doente. É assustador pensar que, nos poucos estudos realizados com voluntários, descobriu-se que cerca de 17% dos homens que se consideram "normais" (ou seja, que não se descrevem como pedófilos) seriam capazes de se excitar sexualmente por alguma criança abaixo dos 12 anos de idade.

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Pedófilos ou não, o fato é que a castração química não servirá para impedir que estupradores continuem a cometer seus crimes. A redução da libido é apenas temporária e, em grande parte dos casos, não é o desejo sexual ou a libido, isoladamente, que leva o sujeito a agir. Na verdade, a aplicação da castração pode fazer com que o indivíduo canalize sua frustração e raiva em outras formas de abuso sexual, fazendo uso de qualquer instrumento para cometer o estupro.

Outra questão a ser levada em conta é o envolvimento de poderosos e endinheirados em redes de pedofilia de ação extremamente planejada. Essas redes permanecem funcionando por muito tempo até que sejam desmanteladas e, ao que parece, a polícia não dá conta de acompanhar toda a atividade, apesar do desenvolvimento das ferramentas de monitoramento pela internet.

No dia 2 de setembro, por exemplo, foram cumpridos diversos mandados de prisão de homens envolvidos numa rede no interior de São Paulo. Entre os apreendidos estavam um professor de informática e um agente penitenciário. Em julho, no Rio de Janeiro, estavam entre os presos vereadores, empresários e membros da alta sociedade - incluindo o irmão do ex-governador Anthony Garotinho, investigado por pedofilia desde 2009. #Casos de polícia