Nesta quarta-feira (14), o #MPF (Ministério Público Federal) fez bastante alarde ao convocar a imprensa para um pronunciamento que até então estava emanado de mistérios. Nem a grande mídia sabia do que se tratava ainda. Por exemplo, logo pela manhã, o apresentador e âncora do Jornal da Band, Ricardo Boechat, comentou na Radio Band News sobre o que o MPF teria a dizer, ainda cogitando que poderia ser algo de importância e relacionado à Lava Jato, mas nada próximo ao que ocorreu efetivamente.

O fato ocorrido foi especificamente o MPF ter denunciado o ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva, Marisa Letícia, sua esposa, e outras seis pessoas, como envolvidos em relação a crimes investigados na Operação #Lava Jato.

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Essas denúncias ainda não significam apontar Lula e os demais como culpados, e são na verdade remetidas ao poder judiciário para análise e demais providências que forem julgadas cabíveis. Nas denúncias constam acusações de corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro relacionados com três contratos entre a OAS e a Petrobras, mais diretamente sobre a afirmação de que o famigerado apartamento do Guarujá seria propriedade do ex-presidente.

Dentre as aberrações apresentadas em rede nacional pelo MPF, a sociedade pôde ter contato com slides de PowerPoint mal elaborados e demonstrando um esforço sofrível de demonstrar as motivações e justificativas para tais acusações. Um dos slides que mais chamaram a atenção (de forma negativa) foi um infográfico (ou algo parecido). Como pode-se ver na imagem acima, ele continha células em formato de círculos ao redor de uma célula circula central com o nome "Lula".

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As células ao redor continham informações que "provariam" o papel de Lula como o "comandante máximo" nos esquemas do Petrolão, conforme afirmou o procurador da MPF, Deltan Dallagnol, nos seus pronunciamentos proferidos hoje. Dentre essas células, podia-se ler o termo "Reação de Lula", como "prova" da liderança do líder petista no esquema de corrupção. Lula teria "desqualificado" às investigações sobre Mensalão à época em que era presidente. Para o procurador essa seria uma das evidências de que ele era o chefão da máfia. 

Na coletiva de imprensa após a apresentação da MPF, Dallagnol foi questionado sobre as provas que embasaram as acusações, e assim respondeu:  “Não temos como provar. Mas temos convicção”. 

Agora a denúncia segue para o juiz Moro analisar, e caso haja aceitação do magistrado, Lula, Marisa e os outros apontados passarão a ser réus do processo.