Diante de uma plateia ameaçadora, #Eduardo Cunha se portou de maneira equilibrada, bem diferente de outras ocasiões, em que demonstrou desconforto e exasperação, com palavras em tom agressivo. Mas neste episódio derradeiro, silenciou a plateia de opositores com argumentações, aparentemente coerentes, deixando os indecisos telespectadores à questão da dúvida.

Após a sua defesa, posicionou-se de costas para o palanque, e sem expressar animosidade, ouviu todas as argumentações adversárias, como se fosse um mordomo Inglês, esperando apenas o momento para se ausentar do recinto.

Maioria avassaladora de parlamentares, deixando o veredito antecipado de sua exclusão do cenário político, uma questão indiscutível para reação, mas escondendo uma interrogação envergonhada, que não se calará na história da política brasileira.

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Seria Eduardo Cunha apenas um “Boi de Piranha”, utilizado para um plano maior e agora com o desfecho do impeachment presidencial da república, descartado para queima de arquivo?

Os mesmos parlamentares que anteriormente usaram a condição política de Eduardo Cunha, para eliminar do cenário político a presidente Dilma, estariam agora varrendo-o para debaixo do tapete, como em uma tentativa de eliminar rastros, ou uma oferta pelo delito de todos? Estas são questões a serem avaliadas a princípio, pois Eduardo Cunha não se intimida com a solidão imposta, dando a entender que não estará solitário na caminhada e estará aguardando os próximos descartados politicamente.

Como um governo, que era de apoio a Eduardo Cunha, coloca na casa Rodrigo Maia, esperava o perdão de seu aliado? Por certo se entende que Cunha foi deixado aos leões, da mesma forma que Ibsen Pinheiro, pelas forças ocultas que a história precisa revelar.

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Fora Cunha é um fora que a história precisa esclarecer agora, enquanto as motivações estão latentes e Cunha é objeto de expectativas, pois da mesma forma que PC Farias nos deixou atônitos com a ausência de respostas, não se pode esperar que em apenas um livro, possa Cunha desvendar a trama política que mudou o jogo do poder tão rápido, com votos tão paradoxos, que em um momento esperam a abertura da porta que apenas Eduardo Cunha poderia abrir, para depois despedi-lo, desonrado e debaixo de protestos. #Dilma Rousseff #Câmara dos Deputados