Um casal de políticos é alvo da principal investigação do país, a Lava-Jato. Paulo Bernardo e Gleisi Hoffmann estão juntos há vinte anos. Ela, senadora pelo Partido dos Trabalhadores (#PT), grande defensora do governo da ex presidente #Dilma Rousseff. Ele foi ministro do Planejamento na gestão de Luiz Inácio Lula da Silva. Paulo também é filiado ao PT, que nos últimos tempos teve diversos dos seus nomes enrolados em situações complicadas. Tido como membros de grande confiança do clã petista, os dois agora respondem a processos no Supremo Tribunal Federal. A justiça analisa se eles foram ou não beneficiados pela roubalheira que atingiu o Brasil. 

Uma suspeita em um, inevitavelmente acaba atingindo outro.

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Em uma matéria publicada neste sábado, 24, pela revista Veja, a mídia diz que as suspeitas dos dois acabaram se entrelaçando. Enquanto isso, no entanto, ambos se dizem inocentes. A Veja diz que Gleisi e Paulo são a prova de que corrupção e caixa dois é que nem um casamento, inseparáveis. O ex-Ministro sofre acusações de ter comandado um esquema que envolveu milhões de reais dentro da sua antiga pasta, o Planejamento. A grana era conseguida através dos chamados créditos consignados. Isso era conquistado através do pagamento de taxas administrativas 

Os aposentados e servidores endividados tinham esses valores descontados todos os meses na própria folha de pagamento. A Consist, sediada em São Paulo, teria participado do esquema. A taxa que era cobrada a essas pessoas era superfaturada. O que ultrapassava o valor era disputado entre os envolvidos. O excedente era dividido, e o PT ficava com 70% de tudo. 

Apenas com esse método, a legenda teria arrecadado incríveis 100 milhões de reais em cinco anos.

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Dinheiro que foi usado, por exemplo, para a campanha de Gleisi, que se elegeu no Paraná. Os gastos podem ser vistos em uma planilha que está nas mãos dos investigadores. Os policiais descobriram que ela recebera um milhão de reais em propinas desviadas da Petrobras. Boa parte desse dinheiro não teria sido declarado, configurando o chamado caixa dois.  #Impeachment