#acessibilidade, em qualquer dicionário, é aquilo que é acessível, é aquilo que atingível e de fácil acesso e é um direito a todo cidadão com deficiência ou mobilidade reduzida, como por exemplo, mulheres grávidas, e idosos. Mas sabemos que, em alguns casos, isso não acontece não pela ignorância, mas pela falta de gestão.

Mesmo com o decreto: 5.296 de 2 de dezembro de 2004, que regulamenta a lei nº 10.048, de 8 de novembro de 2000, vimos o caso da mãe e dona de casa, Daiane Tamires da Silva. Uma mulher simples, que tem que sair de Brás Cubas para ir a São Paulo levar o filho, que tem paralisia cerebral e é surdo, fazer tratamento e chegar e ter que pedir ajuda dentro das estações por falta de acessibilidade.

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Quantas mães têm que passar por isso? Ainda pior: quantas mães e pessoas com deficiência sem contar as que tem,  mobilidade reduzida, não são humilhadas dentro dessas estações?

Se essa mãe não tivesse chamado a Polícia  Militar e a corporação não tivesse sensibilidade de ajudá-la – como são treinados para isso – não poderia atravessar a plataforma e teria que embarcar num trem até Mogi das Cruzes para voltar e embarcar no lado para voltar para casa. Mães como essa são quase “heroínas” dentro de uma sociedade que não aceita as pessoas com deficiência, discrimina e,  ainda por cima, acham que essas pessoas são capazes.

Definitivamente, podemos afirmar sem medo nenhum, que o Brasil não tem plano nenhum de progredir em infraestrutura e nem tecnologicamente, pois não há interesse nenhum para isso.

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E está acima de qualquer ideologia mascarada de humanismo, mas esconde uma grande “estaca” que segura esse progresso. Acessibilidade, além de um direito, é um dever do Estado, assegurado dentro da Constituição do nosso país, e está escrito, que todo cidadão tem o direito de ir e vir. Essa mãe e muitos seres humanos com deficiência, não podem ir e vir, não podem trafegar dentro das estações e nem em lugar nenhum.

Enquanto essa acessibilidade não vem, a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) diz que as estações vão ser acessíveis e que estão trabalhando para isso. Ainda, essa mãe e outras vão ter que chamar a polícia ou contar com um funcionário de boa vontade, porque,  tão cedo, a acessibilidade não acontecerá. #cadeirante #Casos de polícia