Em pleno século XXI poderia parecer impossível que o controverso Deltan Martinazzo Dallagnol, procurador paranaense da Operação Lava Jato, em destaque na mídia de todo o país e até internacionalmente, apresentasse um ponto de vista que pode ser considerado como uma “interpretação culturalista da história”, que, certamente, é no mínimo míope e preconceituosa, isso porque o mesmo procurador insiste em afirmar que os indivíduos que vieram de Portugal para o Brasil, por ocasião da colonização, se tratavam de criminosos e degredados. 

Por outro lado, os colonizadores dos Estados Unidos da América eram religiosos cristãos, que desejavam unicamente satisfazer os seus sonhos enquanto seres inteligentes e amantes da liberdade.

Publicidade
Publicidade

Segundo Dallagnol está aí a causa raiz do brasileiro ser amante dos malfeitos e da #Corrupção

A jornalista Maria Cristina Fernandes no seu artigo veiculado no jornal Valor Econômico de 23 de setembro, cujo título é: “O Maluco Solitário e o Ministério Público”, fez a absoluta questão de reforçar o perfil sinistro do procurador, uma vez que esse acha que a corrupção brasileira é fruto da chegada dos párias, criminosos e degradados no então território nacional a fonte de todos os males de tanta corrupção existente atualmente no país. Uma pergunta interessante que poderia ser feita é será que Dallagnol se esqueceu dos colonizadores da Austrália, os quais se encontravam na mesma situação de conflito com as leis da coroa inglesa assim como os portugueses de outrora? 

Maria Cristina fez suas considerações a partir das palestras que Deltan tem proferido ultimamente em todo o país como membro efetivo da Força Tarefa da Lava Jato ao defender as 10 medidas anticorrupção propostas pelo MPF – Ministério Público Federal junto ao controverso e Congresso brasileiro. 

A brilhante jornalista não deixa por menos e ridiculariza com propriedade a Dallagnol,  quando se refere aos colonizadores dos EUA que apesar do seu preciso “espírito cristão”, que por si só não os impediu de assassinar com requintes de crueldade a população indígena nativa dos EUA, ou ainda que não cessam de colecionar genocídios em massa na agressiva política externa norte-americana e bem como, de ofertar ao mundo atual a possibilidade de ver a presidência dos Estados Unidos ser ocupada por um sujeito como Donald Trump, altamente questionado por boa parte dos próprios norte-americanos. 

Enfim, o 'brilhante' ex-estudante da Universidade de Harvard, reitera a jornalista Maria Cristina, sé se preocupou em trazer uma visão de admiração pelas instituições norte-americanas.

Publicidade

É como se a mesma admiração bitolada por parte de outros brasileiros calcados no preconceito, os fizessem pensar de que o Brasil poderia ter sido uma imensa Amsterdã se tão somente os colonizadores holandeses não tivessem sido expulsos do litoral nordestino, mas se esquecem de cogitar que o feitiço poderia ter se voltado contra o feiticeiro, e o Brasil ser hoje uma complicada África do Sul de proporção continental. 

A jornalista fez questão de frisar que diferente Martinazzo Dallagnol, não pactua da dita “culpa coletiva” daqueles que trazem consigo o “sangue ruim” dos colonizadores de Portugal, como os Da Silva no caso brasileiro. #Crise no Brasil #Sergio Moro