O #Corpo feminino estruturado no modelo patriarcal aparece escancarado não apenas nas novelas, telejornais e famílias padronizadas, mas pode estar com seus dias contados. Assim como aconteceu com a expressão da velha política militante em marcha pela família no Golpe Militar de 1964 contra a ameaça comunista, que deu lugar aos militares, tem se demonstrado arcaico.

Com o caráter da própria santidade inspirada em Eva (Cristianismo), a mulher simboliza a quase perfeição reconhecida no arquétipo de ‘beleza, de recatada e do lar’. O pensamento contrário carrega outros apetrechos de fundo, como de pecadora, ousada, rebelde ou subversiva à ideologia positivista de ordem e progresso.

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O motivo da luta feminina alcança aspectos qualitativo e quantitativo em relação ao direito igual entre homens e #mulheres baseado em uma sociedade mais justa.

Podem ser exemplos das mudanças na própria sociedade, uma vez que houve a necessidade do debate político sobre a pauta do feminismo e as suas ramificações no que tange ao comportamento, ação, atitude e julgamento. Vale lembrar o momento histórico nos anos da Idade Média e a perseguição de milhares de mulheres na Europa pela Santa Inquisição, onde prevalecia a visão masculina pessimista, dentro do pensamento filosófico que desenvolveu a ideia do sexo binário.

Havia distinção por função e a hierarquia entre homem e mulher, superior e inferior. O homem está mais relacionado à honra e à virilidade, enquanto a mulher está associada à desonra e ausência de retidão.

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O antagonismo do feminismo decorre desta imposição autoritária da visão de mundo masculino logo transformado em tradição.

Na edição do ENEM 2015, a temática da redação dizia respeito ao #Feminismo, já que esta perseguição histórica assombra também nossos dias. Esta realidade é vivenciada por conta da persistência e da violência contra a mulher no nosso país. Portanto, negar o feminismo seria, antes de tudo, retroceder anos de mudanças significativas de conquistas sociais ao qual o feminismo é protagonista por lutar por direitos mais justos, diante das desigualdades sociais e a vulnerabilidade democrática de aceitar o diferente.

Se a visão masculina pessimista é a única verdade absoluta, é óbvio que também ignora o pensamento crítico e a falta de questionamento sobre a moral cristã.