A interdição de #Eduardo Cunha, ex-deputado da coligação PMDB-RJ, repercutiu em todos os espaços midiáticos possíveis. Isso porque, em meio a tantos escândalos políticos em 2016, este foi um dos poucos que não envolveu o governo do PT.

Para muitas pessoas, a prisão de um dos representantes do PMDB no Brasil foi considerada desnecessária, mas o juiz responsável pela análise do caso, Sérgio Moro, afirmou não abrir mão da decisão tomada, salvo casos específicos que tragam comprovações contrárias às decididas.

É claro que um pedido de habeas corpus foi realizado, inclusive por seis advogados autores do pedido e defensores de Cunha, que regiram mais de trinta folhas explicando o motivo da solicitação.

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Para quem defende Cunha, o essencial roteiro mostrado ao TRF-4 foi que a notável para resolver o caso não é da Justiça Federal do Paraná, mas sim do Poder Judiciário, no qual o ex-deputado já havia sido acusado, explicação esta dada por Moro logo em seguida.  

Sérgio Moro, o responsável pela apuração que comprova se o ex-deputado recebeu propina ou não em diversos processos pelo quais ele responderá, afirma que Cunha já havia sido indiciado outras vezes por outros possíveis casos, mas que sua defesa sempre conseguiu garantir-lhe liberdade.

O perigo de fuga do ex-deputado, em meio à necessidade de esclarecimento processual, com ascendência sobre testemunhas, foi o motivo base considerado por Moro para infligir prisão a Eduardo Cunha. Porém, mesmo com tantas comprovações de que o mesmo cometeu diversos delitos, ainda existe uma grande parcela da população indignada com o ocorrido.

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Os defensores do ex-deputado chegaram a acarretar atitudes menos repercutidas que a prisão e que similarmente evitariam fuga, inclusive cogitando a hipótese do mesmo nem chegar a ser preso, apenas permanecer vigiado. Sobre a proteção e para esclarecimento processual, eles argumentam que, além de não empregar mais cargo eletivo, uma vez que este já havia sido cassado, a sua prisão não levaria ninguém a lugar nenhum. Eduardo Cunha está encarcerado em Curitiba, capital do Paraná.

No momento em que Eduardo Cunha foi preso, acusado de ser um dos responsáveis pela operação que ficou conhecida mundialmente como #Lava Jato, foi-se totalmente eliminada a inverídica especulação de que somente o Partido Trabalhista é corrupto, e de que as lideranças conservadoras estariam imunes a cassação de seus cargos e a consequente prisão.

É preciso que os partidos, não só um deles, mas todos passem a perceber que, quem se envolve em qualquer situação errônea terá riscos muito maiores do que simplesmente perder o direito de governar. E que não são apenas algumas determinadas pessoas que, quando são descobertas, se obrigam a pagar pelos crimes, mas sim, todas. Cunha não foi apenas acusado, mas também mirado como um dos maiores protagonistas investigados pela Lava Jato. #Sergio Moro